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CIO: como lidar com a chegada dos novos C-level

CIO: como lidar com a chegada dos novos C-level

O papel cada vez mais relevante de novos executivos C-level – como CDO, CISO, CXO, entre outros  (conheça mais sobre eles) – impacta o dia a dia dos CIOs dentro das empresas. De acordo com especialistas, entender esse movimento como um risco exprime um apego pouco útil para o próprio desenvolvimento profissional do líder de TI.

“A função do CIO também mudou. Muito do que era seu dia a dia hoje é uma grande commodity. Ele tem que estar mais à frente do negócio, avaliando como a tecnologia pode trazer resultados”, lembra Ana Claudia Reis, sócia da empresa de recrutamento Caldwell Partners.

Guilherme Petreche, diretor da Page Executive, parte do PageGroup, concorda: “Esse panorama é uma oportunidade para o CIO porque a grande dificuldade dele é como crescer na carreira”. Agora, há uma abertura para o líder abandonar cada vez mais a rotina operacional.

Por isso, é preciso que o CIO estabeleça um papel ativo dentro da companhia, comunicando-se com novos parceiros internos e tornando-se aquele que alavanca todo o potencial da tecnologia em prol da empresa. “Ele deve se reposicionar para poder filtrar, orientar e garantir que essas novas pessoas, junto com a área de TI, melhorem os resultados do negócio. Se ele vê a entrada de novos C-levels como uma ameaça, não enxerga para frente”, diz Claudio Soutto, sócio da área de Consultoria em Tecnologia da Deloitte no Brasil

Gargalos

O caminho para uma trajetória bem-sucedida nesse momento está em deixar o perfil técnico e “aprender a falar de negócios”, buscando desde MBAs até conhecimentos mais específicos das novas áreas, como Big Data, defende Petreche.

Contudo, há gargalos, alguns inerentes à área de TI. “Em toda carreira técnica, assim como a tecnologia, sempre há essa complexidade: como transformar um executivo muito especializado em alguém como negócios. Acontece com medicina, engenharia e tecnologia”, exemplifica. Essa lacuna começa desde a formação, que no Brasil ainda é muito técnica, avaliam os especialistas. Mas também há, por vezes, falta de ação das empresas, que não investem em cursos de capacitação executiva.

“Esses dois fatores não servem como desculpa para esses profissionais não se tornarem influenciadores”, defende Ana Claudia. “O CIO tem que estudar, ler ser curioso e, principalmente, repensar seu papel, avaliar quanto tempo gasta com atividades operacionais e quanto investe em estratégia”, lembra Soutto.

Por fim, é importante lembrar que a pressão por se renovar não é exclusiva aos CIOs. “No futuro, qualquer profissional do C-level ou do restante da empresa que não tiver pensamento digital intrínseco vai perder sua função”, diagnostica Ana.

Esta foi a segunda parte do especial sobre novos C’s. Leia a anterior:

Novos C-level #1:Explosão tecnológica favorece criação de novos cargos ao redor do CIO

Saiba mais

Comunicação #4: Oito frases e comportamentos que o CIO deve evitar

Três passos para o CIO ser mais estratégico

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