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Coaching e reflexão de carreira: Os 5 pilares para desenvolvimento do CIO

Coaching e reflexão de carreira: Os 5 pilares para desenvolvimento do CIO

O mundo mudou com o avanço da tecnologia e possibilidades de carreira sugiram para quem trabalha com TI. Se antes fala-se apenas em manutenção de máquinas e instalação de software, hoje há uma gama de áreas a se especializar e as empresas precisam de um CIO que garanta agilidade, segurança da informação e que esteja alinhado com a estratégia do negócio. Com tantas opções – e exigências -, como escolher o melhor caminho? Vale a pena fazer um MBA em gestão de pessoas ou em negócios? É mais vantajoso trabalhar em uma empresa pequena com um cargo mais alto, ou em uma multinacional com uma função menos estratégica?

 

Todas essas questões podem ser respondidas em um bom planejamento da carreira – a curto, médio e longo prazos. E isso não é tão complexo quanto parece. Por meio do aconselhamento de carreira, tipo de coaching, é possível traçar metas profissionais e se planejar para alcançá-las.

 

“Diferentemente do coaching de desenvolvimento, em que é preciso escolher um ou dois pontos para trabalhar, aqui, a reflexão é ampla, e vai desde a satisfação pessoal, até o nível de competitividade no mercado”, explica Segundo Rafael Souto, presidente da Produtive, consultoria de transição e planejamento de carreira, de São Paulo.

 

O processo, que chega a dez encontros de conversas e aplicações de teste, inclui cinco pilares, que são trabalhados de acordo com a demanda do executivo.

 

    Satisfação profissional: qual o propósito de vida, o que o deixa satisfeito e qual sua ambição na carreira.

    Competitividade (pessoal e mercado): como está o setor de atuação e que habilidades o destacam. Qual sua formação? Possui cursos ou especialização? Qual o salário atual e o desejado?

    Finanças pessoais: o executivo tem controle dos gastos ou conta com um planejamento financeiro?

    Saúde física e emocional: nível de estresse e qualidade de vida atual.

    Reputação e networking: relacionamento do profissional na empresa e fora dela; sua imagem no mercado.

 

Com a análise desses pontos, o coach consegue montar um planejamento, com planos de ações em três direções:

 

1. Longo prazo (10 a 15 anos)

Essa é a visão geral da carreira, aonde se pretende chegar. Quer ter seu próprio negócio? Busca mais qualidade de vida ou mais dinheiro? Isso norteia as atitudes que o executivo tem hoje, como quais cursos vai fazer e quanto de dinheiro precisa guardar.

 

2. Médio prazo (5 a 10 anos)

Com os próximo passos definidos, é possível decidir a melhor hora de fazer um curso. Se quer ser promovido ou mudar de empresa, por exemplo, vale começar um MBA, no máximo, nos próximos dois anos.

 

3. Curto prazo (1 a 2 anos)

Detecta o que precisa mudar na rotina de trabalho, como ser mais flexível ou mais organizado. Vale a realização de cursos pontuais, coaching para adquirir competências, ou participação em eventos.

 

Esta é a terceira parte do especial Coaching. Leia as primeiras: CIO, qual a hora certa para contratar um coach? e Precisa desenvolver habilidades para ser um CIO mais estratégico? O coaching te ajuda

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A matéria foi originalmente publicada em 10 de maio de 2016.

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