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Explosão tecnológica favorece criação de novos cargos ao redor do CIO

Explosão tecnológica favorece criação de novos cargos ao redor do CIO

O mercado pressiona as empresas por mais eficiência e produtividade – tendência que se reflete de ponta a ponta: da melhoria de processos à criação de cargos executivos. Novos Cs invadem o ambiente corporativo e tendem a impactar a rotina de um organograma há muito estabelecido, com respingos, inclusive, sobre o departamento de domínio do CIO.

O movimento é uma maneira de suprir lacunas em áreas inovadoras, como dados, segurança ou experiência do consumidor, na visão de Ana Claudia Reis, sócia da empresa de recrutamento Caldwell Partners. A tendência é fortalecida devido ao momento das empresas, que começam a formar executivos com perfil misto: especialistas em suas áreas, mas versados em negócios.

Entrevistas pela HPE + ITForum 365 relatam os seguintes cargos executivos que ganham destaque, que tendem a dividir tarefas ou serem pares do CIO:

  • CXO – Chief Experiencie Officer, responsável pela experiência do usuário em todos os produtos e serviços da companhia;

  • CRO – Chief Revenue Officer, supervisiona todos os processos de geração de receita dentro da organização, reportando-se ao CFO (Chief Financial Officer);

  • CSO – Chief Scientist Officer, líder dos projetos de pesquisa e desenvolvimento científico, sua posição é muito próxima à do CTO (Chief Technology Officer);

  • CCO – Chief Customer Officer, encabeça os processos de relacionamento com o cliente, maximizando retenção e rentabilidade;

  • CISO – Chief Information Security Officer, executivo que dirige as estratégias de proteção às tecnologias e ativos da empresa a fim de minimizar os riscos de ataques e vazamentos;

  • Novo CIO/CINO – Chief Innovation Officer, responsável por conduzir os processos de inovação.

“Essas novas figuras atendem a uma demanda de olhar o negócio de maneira estratégica de médio a longo prazo”, avalia Guilherme Petreche, diretor da Page Executive, parte do PageGroup. No Brasil, já é possível ver os novos C-level em setores com uma base muito ampla de clientes, como Telecom, aviação, e-commerce e mídia digital. Claudio Soutto, sócio da área de Consultoria em Tecnologia da Deloitte no Brasil, afirma que novos cargos mostram “o destaque que a companhia dá a determinada tecnologia”.

O CDO

A posição de CDO é uma das mais difundidas no mercado local, ainda que de forma adaptada, avalia Ana Claudia. “Dado o tamanho das empresas brasileiras, o cargo faz sentido. Mas, normalmente, o CDO seria ligado direto ao CEO e, aqui, vemos diferente: ou ele dentro está da área de tecnologia ou faz parte do marketing”, comenta.

Soutto concorda que o cargo é adequado às empresas locais, mas lembra que, para ser estratégica, a posição exige que os ativos trabalhados entrem na categoria “essenciais”. “Lidar melhor com os dados é necessidade de qualquer empresa. Agora, ter um grupo dedicado, com um gestor C-level e equipe de especialistas em volta, não é adequado para todas”, exemplifica.

A movimentação também traz impactos diretos à posição do líder de tecnologia. “Em empresas tradicionais, o CIO permanece”, defende Petreche. Porém, com o fortalecimento dessas posições em empresas digitais, cresce a pressão para que os executivos, inclusive o CIO, sejam cada vez mais afinados ao negócio. “É questão de otimizar a estrutura: não há necessidade de ter dois executivos cuidando de cadeiras que se cruzam”, avalia Petreche.

Esta foi a primeira parte do especial sobre novos Cs. A próxima vai contemplar como a movimentação impacta o papel do CIO.

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