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Inspiração CIO: O trabalho deve ser colaborativo, na visão de Rahul Samant, da Delta

Executivo faz questão de ouvir sempre todos os funcionários – da liderança à área operacional – para entender melhor o cenário da empresa e tomar decisões mais assertivas

Quando saiu de sua cidade natal, Mumbai (Índia), para trabalhar em Londres como programador de software, Rahul Samant, vice-presidente sênior e CIO da companhia aérea Delta, tinha uma certeza: que seria diretor de TI. “Foi a primeira vez que fiquei longe de casa; tive que amadurecer rapidamente”, lembra Samant. Nessa trajetória, além de se capacitar tecnicamente e como líder, usou um pilar que até hoje conduz parte de suas decisões e gestão: utilizar a história como fio condutor de trabalho.

“Ler sobre o assunto, viajar para lugares novos e buscar conexões históricas entre o que li e o que vivi, além de gratificante, dá uma perspectiva mais ampla do que as situações do dia a dia”, afirma. Samant explica que, enquanto lida com a pressão do presente, mantém em mente o contexto histórico para se planejar e conseguir posicionar a TI estrategicamente para o futuro. “As lições da história são importantes para não correr o risco de repetir ações em uma época em que o ritmo de trabalho – e as transformações – é acelerado”, afirma.

Mas as histórias não vêm apenas de livros, o executivo faz questão de ouvir sempre todos os funcionários, da liderança à área operacional. “O que ouço dos profissionais que trabalham na linha de frente me ajuda muito na gestão – seja dos nossos mecânicos, comissários de bordo, agentes de reservas, agentes de portão ou de solo, ou pilotos. Os desafios que eles enfrentam para transportar meio milhão de clientes todos os dias é inspirador”, afirma Samant, que diz nunca deixar passar uma oportunidade de conversar com um funcionário. “É uma maneira de buscar formas diferentes de pensar em projetos, de obter novos pontos de vistas. Um trabalho colaborativo, de equipe mesmo. E o papel do líder é esse: estar aberto a ouvir para impulsionar a mudança e inspirar”, ressalta.

Para isso, ele baseia a gestão em três princípios básicos: valorização da humildade e sinceridade; confiança, transparência e trabalho em equipe; e gestão de pessoas, não controle. “Quando você faz o oposto, corre o risco de ser um líder em microgerenciamento. A equipe precisa estar alinhada à visão da companhia, e notar que a troca existe”, diz, ressaltando que sempre que pode compartilha com seu time referências de livros, filmes e lugares. A seguir, algumas delas:

1. Lugares

Destino favorito
“Tenho um carinho especial por Londres, pois foi o primeiro lugar para onde voei em minha vida. Mas gosto de diversos locais pelo mundo, como Istambul, Dubrovnik, Machu Picchu e Hong Kong, países com culturas distintas e muitos ensinamentos. Meu lugar preferido é ficar no lado Kowloon do porto de Victoria olhando o horizonte de Hong Kong. É uma vista espetacular! Meu conselho: chegue lá durante o pôr do sol e veja as luzes se acenderem, depois vá de balsa até o outro lado. A necessidade de se afastar de vez em quando e voltar com uma mente renovada não é um luxo, mas algo necessário”.

Para onde ainda quer ir
“No total, viajei para 46 países. Quando penso em uma lista de lugares para conhecer com minha família (esposa e duas filhas, de 22 e 19 anos), Rússia, Islândia e Austrália encabeçam a lista”.

2. Séries

House of Cards
Série americana de drama político que conta a história de Francis Underwood (Kevin Spacey), um político ambicioso que almeja um alto cargo público em Washington, D.C.. House of Cards é uma adaptação do romance homônimo escrito por Michael Dobbs e da minissérie britânica criada por Andrew Davies.  

Elementary
Série americana que apresenta uma versão contemporânea do personagem Sherlock Holmes, criado por Arthur Conan Doyle, mas com as histórias se passando nos Estados Unidos.

3. Livros

As organizações exponenciais
(Salim Ismail, Yuri Van Geest e Michael S Malone)
Traz uma nova visão sobre as tendências organizacionais e tecnológicas essenciais, que podem ser aplicadas nas startups, empresas de médio porte e nas grandes organizações, baseada em mais de 70 entrevistas com líderes globais e pensadores. Mostra, ainda, exemplos de empresas com crescimento rápido, como Waze, Tesla, Airbnb, Uber e Amazon.

Glory Lost and Found (Seth Kaplan e Jay Shabat), ainda sem tradução no Brasil
Mostra como a Delta conseguiu reverter um período de fracasso, quando há 11 anos, esteve muito perto da falência, tendo acumulado mais de US$ 7 bilhões de prejuízo entre 2001 e 2005, pós 11 de setembro.

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Imagem: divulgação

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