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“A tecnologia deve somar, não apenas substituir”, diz Klaiton Simão, da Rede São Camilo

Para ele preservar hábitos como o contato pessoal com equipe e pacientes é essencial para usar a inovação a favor dos negócios

Olhar o futuro, mas não subestimar o passado. Esse é um dos conselhos de Klaiton Simão, diretor corporativo de TI da Rede São Camilo de Hospitais. No comando de uma equipe de 60 pessoas e membro da diretoria de gestão da instituição, Simão acredita que, apesar de a tecnologia ser crucial para manter as empresas competitivas, preservar hábitos antigos, como o contato pessoal com equipes e pacientes, por exemplo, é essencial – principalmente em saúde. “Acredito que a tecnologia deve sempre somar, nunca apenas substituir”, ressalta. Segundo ele, os profissionais da assistência precisam enxergá-la como uma aliada, algo que traga ganho de tempo e mais segurança. “Conectar-se com o passado significa preservar o conhecimento acumulado, mas sempre atento às novas formas de utilizá-lo”.

O contato com o passado, continua Simão, ajuda ainda a entender as tendências e a evolução dos serviços. “O ambiente de negócios é predominantemente evolutivo, ao invés de disruptivo, por conta das restrições orçamentárias e legais impostas. É fundamental que um gestor de TI tenha essa sensibilidade, a fim de filtrar o que realmente faz sentido, e, assim, equilibrar a gestão financeira com a necessidade de inovação”.

TI desde a infância
Apaixonado por tecnologia desde criança, Simão sempre se interessou em desvendar equipamentos eletrônicos. Com 14 anos, já sabia montar alguns deles, como computadores MSX, toca-discos e rádios. O costume de olhar um processo do início ao fim o acompanha até hoje. De acordo com o executivo, de maneira geral, as instituições hospitalares ainda estão no caminho de amadurecimento em relação ao papel da tecnologia. “Diante disso, é importante que o gestor de TI mostre, em etapas, como a transformação digital facilita assistência à saúde, e não atrapalha ou complica.”

Simão faz questão de dividir esse aprendizado com sua equipe. Seja em momentos de descontração ou durante reuniões de planejamento, ele reforça a  importância de o profissional de TI ser sensível à razão maior da existência da organização: prover o melhor cuidado possível aos seus pacientes e aportar os recursos tecnológicos mais adequados para isso. Além disso, pelo menos uma vez por semana, Simão se reúne com outros diretores para falar sobre tudo: assuntos comerciais, processos operacionais, mercado, concorrência, legislação e o que mais englobar a gestão das instituições.  

Nas horas vagas, o executivo se dedica à sua coleção de carros antigos e à visita à exposições relacionadas a isso. “Sempre fui apaixonado por automobilismo. Tenho um carro da década de 1960 e outro da década de 1990”, diz. E, segundo ele, ambas as atividades exigem visão de longo prazo, paciência, planejamento, firmeza nas decisões e, sobretudo, um genuíno amor pelo que se faz.

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