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10 coisas que o CIO precisa saber

10 coisas que o CIO precisa saber

As metodologias de desenvolvimento Agile prometem otimizar a produção por meio do trabalho colaborativo e da valorização do planejamento e teste contínuos. Em 2001, foi publicado o Manifesto de Desenvolvimento de Software Agile, escrito por líderes da indústria, que formalizou uma série de boas práticas para o setor. Mais de 20 anos depois, contudo, os métodos ainda representam desafios para os CIOs e companhias que buscam novas maneiras de lidar com seus desafios.

O Gartner separou 10 características do modelo para o líder de tecnologia ficar atento:

1) Agile não é uma coisa só

Metodologias ágeis são um conjunto de abordagens para o desenvolvimento de software que têm uma base comum, mas são diferentes nos detalhes de implementação. Elas, portanto, tendem a ser adaptadas conforme o tipo de problema a ser resolvido. Companhias com muita experiência podem usar mais de uma dessas abordagens ao mesmo tempo, mas iniciantes devem selecionar um viés e dominá-lo antes de tentar outras.

2) Agile não é uma metodologia “monte você mesmo”

Cada componente do processo é crucial. Um erro comum é aplicar apenas alguns elementos, como o sprint, mas ignorar ou subestimar outros, como a chamada dívida técnica – o trabalho ainda não finalizado que atrasa outras tarefas, gerando “juros” que dificultam a execução. Quem insistir nessa abordagem seletiva pode desfrutar do desenvolvimento e lançamento rápidos do código, mas acumulará problemas para o longo prazo.

3) Atividade deve ser conjunta entre negócios e TI

Os benefícios da metodologia não podem ser alcançados sem o envolvimento da gestão, da comunidade de usuários e dos líderes de negócio. Se somente a TI tem a demanda imediata de trabalhar de uma maneira nova, será necessário planejamento e comunicação cuidadosos para incluir todos na iniciativa.

4) É importante andar antes de correr

Profissionais experientes em Agile podem lidar com projetos de grande porte, mas desenvolver as habilidades necessárias para isso demora muitos anos. É preciso começar com inciativas menores para, aos poucos, desenvolver a confiança e competência para assumir tarefas maiores.

5) Aprendizado contínuo

É preciso comprometimento com a melhoria contínua da qualidade e da eficiência, análise de todos os projetos anteriores ??para verificar como as políticas e práticas de trabalho podem ser aperfeiçoadas. Essa avaliação não é responsabilidade somente dos programadores sênior, e sim de todos os envolvidos, independentemente da hierarquia e área.

6) Agile é sobre equipes

A unidade organizacional básica das metodologias ágeis é uma equipe pequena, geralmente definida como “sete pessoas, com duas a mais ou a menos”, incluindo  desenvolvedores e controle de qualidade. O desafio de gestão é manter as equipes produtivas enquanto desloca indivíduos entre os projetos para encorajar a troca de ideias. Se isso ocorre com frequência muito alta, a produtividade cai. Se a rotatividade for alta, as equipes se isolam e divergem uma das outras. Outro detalhe: espaço físico é mais importante para os métodos ágeis do que para as abordagens convencionais de desenvolvimento.

7) Gestão da dívida técnica

Todo o desenvolvimento gera dívida técnica. A diferença dos métodos ágeis é que, com eles, ela é reconhecida e adicionada à lista de tarefas, e não varrida para debaixo do tapete. Qualquer companhia que quer aplicar Agile deve por em prática os recursos que o método escolhido tem para eliminá-la.

8) Prestadores de serviços

É comum terceirizar o desenvolvimento de aplicações para prestadores especializados. Ainda que haja um papel para eles durante o desenvolvimento ágil, o método exige um modelo comercial e de trabalho muito diferente. A integração da equipe é fundamental, o que dificulta a terceirização de grandes quantidades de trabalho.

9) O impacto vai além das equipes de desenvolvimento Um componente integral às metodologias ágeis é a entrega contínua, baseada no envolvimento constante entre gestores e usuários. Essa relação gera um fluxo permanente de softwares novos ou atualizados, o que exige mudanças significativas nas práticas de trabalho, tanto para a governação empresarial e de gestão de relacionamento como para as equipes de infraestrutura e operações.

10) O Agile não é absoluto

Na maioria das organizações do setor privado e público, o portfólio de aplicações irá apresentar muitos tipos diferentes de problemas de desenvolvimento e alguns serão melhor enfrentados com Agile, outros com processos incremental, iterativo ou cascata. Agile não é

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