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6 pilares para ser um líder digital no governo

Reconhecer as tendências e experimentar tecnologias disruptivas, são dois deles; instituições devem substituir os métodos legados por processos automatizados e habilitados analiticamente

Por Michael Conlin*

Todo executivo do governo que conheço serve uma organização que está em constante transformação. E todos estão procurando orientações para a jornada sobre como ter sucesso na era digital. Escrevo este texto para abrir um diálogo sobre os desafios desse cenário. Acredito que o maior é o fato de que a maioria das organizações (mesmo no setor comercial) entrou no século 21 com uma estrutura do século 20. No que diz respeito ao governo, a maioria dos executivos tem pouca liberdade por conta das regras dos mandatos legislativos e regulatórios, dos orçamentos insuficientes e de um patrimônio de TI complexo e extenso para manter. Mas, apesar dessas restrições, eles querem ser líderes digitais.

Vamos começar, então, tendo o fim em mente. O que significa ser um líder digital? Segundo pesquisas feitas por meio do Leading Edge Forum (LEF) da DXC Technology, a transformação digital não é apenas a adoção de tecnologias, mas também a atuação e operação em seis pilares, com o cliente sempre no centro. Dessa forma, os líderes da era digital precisam:

  1. Reconhecer as tendências do mercado e experimentar tecnologias disruptivas;
  2. Criar uma identidade que faça sentido em um mundo digital e uma estratégia que mantenha essa identidade;
  3. Aproveitar a infraestrutura de TI, a informação e o talento fora da ambiente interno, especialmente com parceiros e clientes;
  4. Reimaginar o seu ecossistema de produtos e serviços para aproveitar o aumento digital, as ligações digitais entre serviços e as extensões digitais em novos parceiros;
  5. Desenvolver um negócio ágil que responda rapidamente às ameaças e consiga aproveitar as oportunidades;
  6. Conduzir as atividade com foco na criação de valor e no risco, ao invés de apenas em tarefas isoladas, com ênfase na economia da plataforma e na análise de cenários.

Essas capacidades transcendem a tecnologia e são a essência da organização do século 21. Quando uma empresa dimensiona sua transformação digital, deve substituir os métodos legados por processos automatizados e habilitados analiticamente, que se estendem por toda a empresa. Isso, além de reduzir as despesas gerais operacionais, simplifica o acesso e melhora a capacidade de resposta e, como reflexo, dá espaço para que o líder se concentre na padronização, automação de processos robotizados, insights analíticos e aprendizado automático. Mas, isso exige que as empresas repensem a forma como a informação flui, como promovê-la da maneira certa e como administrar seu uso e proteção.

* Michael Conlin é vice-presidente e diretor de tecnologia do setor público dos EUA na DXC Technology.

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Imagem: Depositphotos

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