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8 erros que o CIO comete na estruturação de uma visão de negócios

8 erros que o CIO comete na estruturação de uma visão de negócios

Já é sabido que, para estar alinhada às necessidades da empresa, a TI deve superar o trabalho operacional e chegar às habilidades estratégicas. Mas atingir esse equilíbrio é um processo que demanda tempo, dedicação e paciência.

“Quantas vezes passamos por situações em que se reclama da entrega, que o problema não foi resolvido, e a área de TI acha que entregou exatamente o que foi pedido? A mudança é profunda, cultural e estrutural”, alerta o diretor acadêmico dos cursos de MBA da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), Eduardo Endo.

Apesar de cada empresa ter suas particularidades, há algumas práticas que são comuns a todas as organizações. Com 30 anos de experiência em gestão de TI, o consultor José Carlos Padilha, ex-CIO da Carbocloro, sente, de longe, o cheiro de problema na estruturação de uma visão de negócios pelo departamento de tecnologia da informação. Nessa reportagem, Padilha lista os oito erros mais comuns do processo:

1) Apenas tecnologia: o executivo de TI só pensar em TI é um dos principais problemas do processo. É necessário abrir a mente para entender as necessidades da companhia como um todo;

2) Falar muito, fazer pouco: apesar de comum, o hábito de gastar muito tempo formulando discurso e planejamento e pouco com a prática do que foi acordado é extremamente nocivo e desmotivador;

3) Não acreditar na TI: esse processo já posiciona a área de TI como mais relevante para o negócio, então cabe ao líder do departamento acreditar que tecnologia da informação faz, sim, a diferença, e que merece todo o crédito pelas mudanças sugeridas e implementadas;

4) Não saber o que a empresa faz: sem conhecer o negócio e o seu segmento de atuação (mercado, clientes, fornecedores, volumes envolvidos, finanças envolvidas, etc.), é impossível olhar a TI como facilitadora e otimizadora das atividades;

5) Olhar para o micro, não para o macro: não caia no engano de se preocupar com cada pequeno detalhe. É praticamente inconciliável a atenção às pequenas coisas quando se avalia o planejamento como um todo;

6) Desunião: evite esse problema participando das atividades de planejamento estratégico do negócio de forma direta e presencial – incluindo as discussões que extrapolem a TI;

7) Desconhecer o cliente: conheça a comunidade de clientes do negócio e o que ela espera de sua empresa;

8) Não vender a ideia: dissemine o pensamento estratégico para toda a equipe de TI. Não é apenas o CIO que deve acreditar nessa mudança.

Além dos pontos defendidos por Padilha, Eduardo Endo, da Fiap, é categórico: “somente TI consegue decidir o que é melhor para a empresa sob a ótica da tecnologia. Nessa linha, outro grande desafio é não sucumbir às pressões do negócio e acabar deixando de lado processos e governança em troca de mais agilidade”.

Em sua visão, não basta TI querer se aproximar dos demais usuários – deve existir um interesse de ambas as partes. Para ele, é preciso deixar de lado a visão de cliente x fornecedor, por mais confortável que ela seja, e pensar em uma relação de parceiros estratégicos. “Apenas o engajamento das pessoas é que irá fazer essa transformação dar certo”, finaliza Endo.

*Esta é a terceira de quatro partes do Especial TI Estratégica. Acompanhe o restante nos próximos dias.

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