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Aeroportos inteligentes: como a IoT revoluciona a experiência de passageiros

Em Changi, aeroporto de Cingapura, a combinação de ferramentas traz mais comodidade, segurança e agilidades aos viajantes; tecnologia pode ser usada em qualquer indústria, como varejo e saúde

Se você tem uma longa escala em uma viagem, o melhor lugar para estar é no Aeroporto Changi, de Cingapura. O local é conhecido pelo conforto oferecido aos passageiros e pelos espaços de conveniência, incluindo cinemas, piscinas na cobertura, jardins floridos e spas.

Para chegar a esse status e aprimorar a experiência dos passageiros, são utilizadas tecnologias para aeroportos inteligentes. O conceito é composto por ferramentas – que incluem aplicativos corporativos, Internet das Coisas (IoT) e análise de dados – que combinadas às conveniências adicionais, oferecem conforto aos passageiros reduzindo o tempo de espera, aumentando a segurança e atualizando em tempo real a situação dos voos.

Em parceria com fornecedores de equipamentos de TI e provedores de serviços (entre eles a Hewlett Packard Enterprise com a solução Connected Traveler) o Aeroporto de Changi está trabalhando nos detalhes para otimizar a tecnologia em benefício dos passageiros e operadoras. Com os aeroportos sendo “early adopters”, ou os primeiros a adotarem tecnologias do tipo, empresas de outros setores, como varejo, hotelaria, saúde, setor público e até mesmo manufatura, podem observar como conceito de funciona para entender como essas tecnologias podem ser aplicadas aos seus negócios.

Mais do que pegar um voo
A Internet das Coisas (IoT), aliada a beacons (sinalizadores eletrônicos); tecnologias móveis, como telefones, bilhetes únicos biométricos e códigos de barras; etiquetas digitais nas malas; e tecnologias wearable como o Google Glass e o Apple Watch, pode monitorar multidões e rastrear movimento ou parada de equipamentos. Em conjunto com a análise de dados, os gerentes de operações de aeroportos e companhias aéreas podem ser alertados em tempo real, por exemplo, quando ocorrer congestionamentos de passageiros nos postos de controle ou quando for necessário despachar imediatamente mais pessoas.

Os aplicativos móveis corporativos podem suavizar as frustrações dos viajantes e, realmente, tornar a experiência no aeroporto mais agradável. Por exemplo, durante uma escala em Changi, você pode usar seu telefone para descobrir quanto tempo gastaria para caminhar até o spa mais próximo. E, ao estimar o tempo de caminhada de lá para o portão de sua conexão, o seu telefone mostrará se é melhor reservar uma massagem de 60 minutos ou apenas se contentar com uma de 30 minutos. Aplicativos móveis contextuais podem, então, oferecer algumas opções de restaurantes em seu terminal de embarque. Você pode encomendar uma refeição, que será preparada enquanto relaxa no spa, e entregue no portão alguns minutos antes de seu embarque.

Nos bastidores, no meio tempo, a companhia descobre que tempestades de raios forçaram seu avião a seguir uma rota mais longa e, por isso, atrasará a chegada. Um alerta da situação do voo é emitido, e agora você pode reservar uma massagem de 60 minutos, se quiser.

Dados aerodinâmicos
As tecnologias de aeroportos inteligentes podem fazer muito mais, inclusive operações de orientação dos voos nas pistas e nos céus. Porém, o que pode despertar mais interesse para outras áreas da indústria é como os aplicativos e serviços serão adaptados para atender melhor os passageiros.

Os desenvolvedores de aeroportos inteligentes podem tirar proveito do grande volume de informações, mas os especialistas nessa indústria apontam que os passageiros não querem fluxos de dados brutos. Eles, como a maioria dos usuários, querem informações apresentadas de forma clara e simples, em um formato mais útil para atender às suas necessidades. As melhores soluções darão aos viajantes as informações mais relevantes e no momento certo. Observe como os aeroportos personalizam essas tecnologias para que os usuários obtenham dados e sua indústria poderá se guiar.

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Imagem: Pixabay

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