IT Forum 365
Hora de se alinhar ao negócio

Hora de se alinhar ao negócio

Em um ambiente em que a redução de custos é cada vez mais exigida, o desafio de provar o ganho real que uma TI operacional oferece se torna maior.

Para se diferenciar, o departamento deve se tornar estratégico, e isso passa por um dos principais tabus enfrentados pelo CIO: o de trabalhar de mãos dadas com as áreas de negócio para a TI ser vista como facilitadora e otimizadora, e não somente suporte.

Nesse diálogo – que por vezes se torna embate – uma dificuldade costumeira é a de mudar a mentalidade sobre o departamento. “Quando a busca pela redução de custo é a coisa mais importante, não se agrega valor aos negócios nem se demandam processos complementares”, explica o gerente de pesquisas da IDC Brasil, Pietro Delai. É comum, adiciona, que o gestor aceite essa exigência e vá para o caminho errado.

“Muitos CIOs não estão totalmente integrados ou reagem de forma diferente à que a empresa precisa”, salienta. É necessário que o gestor enxergue as oportunidades dentro das companhias para entender, então, como as novas tecnologias podem apoiar o desenvolvimento dos negócios.

Na vida real, quando o momento da organização exige redução de custos, a TI pode seguir dois raciocínios diferentes, de acordo com o client principal multi-industry da HP, Marcelo Raducziner:

• Operacional – com foco em corte e redução de custos: renegociação de contratos, busca por fornecedores mais baratos, corte ou paralisação de projetos, redução de equipes, etc.

• Estratégico – com foco em otimização e transformação. Aqui o caminho é entender quais novas tecnologias podem ser aplicadas para melhorar desempenho ou entregar novos serviços.

“Obviamente esses raciocínios podem ser complementares e ter tempos de implementação diferentes, mas o que realmente importa é: qual é o verdadeiro orientador do papel da TI? Decidir pelo estratégico significa ter uma visão de médio a longo e se aproximar do próprio negócio e de outras funções organizacionais, como, por exemplo, Finanças e Recursos Humanos. Afinal, novas tecnologias podem ser aplicáveis a toda a organização”, complementa Raducziner.

A sugestão de novas tecnologias sem um diferencial estratégico já não é mais vista com bons olhos. “TI tem um grande desafio de transformação para se aprimorar nos sentidos consultivo e estratégico”, destaca o diretor acadêmico dos cursos de MBA da Fiap, Eduardo Endo. “O CIO deve deixar de ser fornecedor para ser um parceiro. Ele tem a responsabilidade de construir a solução e o resultado, e não somente entregar o que mandaram”.

Nesse caso, o maior desafio é ser mais questionador e participativo. “Conhecer o negócio já não é mais um diferencial, e sim uma prioridade.”

*Esta é a segunda de quatro partes do Especial TI Estratégica. Acompanhe o restante nos próximos dias.

Comentários

Notícias Relacionadas

IT Mídia S.A.

Copyright 2016 IT Mídia S.A. Todos os direitos reservados.