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Humanização da TI é crucial para evitar casos de assédio

Pesquisa aponta que 78% dos profissionais de tecnologia já sofreram algum tipo de assédio; disseminar os valores e crenças da empresa é essencial para conscientizar os colaboradores

Em torno de 78% dos profissionais de TI já sofreram algum tipo de abuso, como de autoridade, sexual, racismo ou qualquer tipo de preconceito. É o que aponta o estudo Tech Leavers Study, feito pelo Kapor Center for Social Impact, com mais de duas mil pessoas nos últimos três anos. Segundo o levantamento, uma em cada dez mulheres sofreu algum tipo de assédio e 40% dos negros saíram nos últimos anos de seus empregos por conta, exclusivamente, de racismo.

“A maioria das companhias ainda enxerga a TI como, meramente, um departamento de suporte, e não como parceira estratégica do negócio”, ressalta Gabriel Toschi, diretor de transição de carreira da Stato, consultoria de recursos humanos. Diante disso, o CIO tem a importante tarefa de mudar essa visão. Isso deve ser feito com a disseminação dos valores e crenças que espera de cada colaborador e quais as consequências para aqueles que praticarem assédio, por exemplo.

De acordo com Toschi, a identidade de uma empresa só se forma quando estes valores são cascateados do board para a operação. “Isso passa, claro, pela humanização da área de TI: expressão para uma provocação aos executivos que, ainda, não estão olhando para esse pilar”, ressalta Toschi.

Impacto da humanização
Ao trabalhar e dialogar sobre os valores e crenças da empresa e abrir espaço para os profissionais de TI olharem para temas como assédio e preconceito, o CIO pode ajudá-los a ressignificar os seus conceitos em relação a este tipo de situação. “Dificilmente, uma cartilha de boas maneiras cumprirá este papel, já que essa é um assunto de alta complexidade. Um CIO que não se compromete a trabalhar essas questões pode perder a chance de tornar seu profissional uma pessoa melhor e mais humana”, diz Toschi.

Mas nem sempre o problema é a falta de valores. Isso porque os profissionais de tecnologia, assim como os de outras áreas altamente técnicas, sofrem as consequências do alto nível de especialização exigido. “Essa pressão compromete a agenda dos profissionais para o desenvolvimento de competências comportamentais”, ressalta Toschi. Neste caso, é importante que a empresa promova campanhas, treinamentos ou, até mesmo, conte com a ajuda de um coaching para engajar os colaboradores e desenvolver habilidades que vão além da técnica: empatia, trabalho em equipe e respeito ao próximo.

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Imagem: Depositphotos

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