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Serviços em cloud podem render bilhões de dólares às empresas

Em 2016, a AWS, da Amazon, trouxe US$ 12,2 bilhões de receita com US$ 3,1 bilhões em lucro operacional; futuro das companhias de TI está na nuvem

Por Steven J. Vaughan-Nichols*

As empresas de menor porte podem ter dificuldades em lucrar com as suas ofertas de serviços em cloud, porém para as companhias de bilhões de dólares esses serviços podem ser muito rentáveis. Veja alguns exemplos.

Você sabe quais seriam os lucros da Amazon sem as atividades da Amazon Web Services (AWS)? A companhia não seria rentável. Você imaginou que a empresa poderia ganhar dinheiro vendendo a preços mais baixos que todos os outros varejistas? Não! Em seu ano fiscal de 2016, a AWS trouxe US$ 12,2 bilhões de receita, com US$ 3,1 bilhões em lucro operacional.  E isso é um bom dinheiro.

A Microsoft vem mudando há alguns anos seu plano de negócios para a nuvem. A  transformação está relacionada a passar do tradicional licenciamento de software para os serviços em cloud. Apesar de não ter funcionado da maneira que, inicialmente, a empresa planejou — a parte móvel, do conceito “mobile first” (mobile em primeiro lugar), não funcionou – a cloud se tornou parte vital de seu fluxo de receita.

Nos resultados do trimestre mais recente da Microsoft, sua taxa de crescimento anual dos serviços em cloud comercial – procedente do Office 365, Azure, Dynamics 365 e outras receitas das propriedades em nuvem -, ultrapassou US$ 14 bilhões.

Amy Hood, CFO da Microsoft, disse: “estou satisfeito com os resultados deste trimestre. Observamos grande demanda por nossos serviços baseados em nuvem e estamos executando bem nossa estratégia de crescimento a longo prazo”. Tenho certeza de que a Microsoft está contente. Eu também estaria.

A Alphabet, empresa-mãe do Google, também está se saindo bem. Embora não haja números exatos, Sundar Pichai, CEO da companhia, disse: “nosso negócio na cloud está em excelente recuperação”. O Google lista o rendimento em nuvem como “outras receitas”. A publicidade é, naturalmente, a fonte na qual a companhia realmente ganha dinheiro. Ainda assim, sob “outras receitas”, a Alphabet ganhou US$ 3,4 bilhões, o equivalente a  62% de crescimento em relação aos US $ 2,1 bilhões da mesma época do ano anterior.

Pichai acrescentou: “tanto para a Google Cloud Platform quanto para a G Suite, a expansão de nosso ecossistema de parceiros continua sendo o grande foco e, no último trimestre, a equipe anunciou novas alianças, incluindo Intel, Improbable, Slack, Pivotal e Red Hat”.

Pensando em Red Hat, se você ainda a vê apenas como uma empresa linux, olhe novamente. A Red Hat está determinada em se tornar uma potência em cloud. E sabe de uma coisa? Está se saindo bem nessa empreitada. Em seu último trimestre, a companhia registrou um lucro líquido de US$ 66 milhões, ou 36 centavos por ação. Desse total, a maior parte ainda foi de assinaturas do Red Hat Enterprise Linux (RHEL), mas a nuvem está se tornando grande parte de sua receita.

“Aproximadamente um terço dos maiores negócios da Red Hat no quarto trimestre incluíam o OpenStack e, agora, a empresa tem mais de 500 clientes rodando a tecnologia”, disse Brian White, analista do Banco de Investimentos Drexel Hamilton.

Rob Oliver, analista do Banco de Investimentos Baird, escreveu: “os destaques do 4º trimestre continham um meganegócio de mais de US$ 100 milhões e faturamento bem maior do que o consenso. A receita de produtos emergentes acelerou com o OpenShift  que é a “Plataforma como Serviços (PaaS) em nuvem da Red Hat e os investimentos no OpenStack estão começando a dar frutos”.

O futuro está na cloud. E o futuro das empresas de tecnologia também.

*Steven J. Vaughan-Nichols escreve sobre tecnologia desde que o CP/M-80 era o sistema operacional de ponta dos PCs.

 

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Imagem: Depositphotos

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