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Tecnologia: custo ou investimento?

Tecnologia: custo ou investimento?

Em meio a um cenário incerto, com instabilidades no campo político e econômico, é difícil para qualquer um prever o que vai acontecer até o fim deste ano. Muitas empresas têm congelado os investimentos para se proteger e não prejudicar o fluxo de caixa, buscando eficiência operacional para entrar em 2017 com mais segurança. Mas, na contramão desse cenário, é preciso inovar e acompanhar a evolução tecnológica. Como fazer isso?

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O primeiro passo é analisar a importância da compra de uma tecnologia ou adoção de um conceito para, depois, agir. “Vejo muitas TIs que gastam de forma desnecessária apenas para seguir uma tendência. Por exemplo, decidem adquirir tecnologias caríssimas de Big Data sem, ao menos, entender do que se trata e como deve adotá-la”, ressalta Cezar Taurion, especialista em TI e CEO da Litteris Consulting, do Rio de Janeiro.

Segundo ele, o mais importante para estruturar a TI para que ela fique mais rentável sem novos investimentos, é que o CIO se mostre à empresa como um parceiro de negócios, não como alguém que lidera uma área que apenas gera gastos.“Os CIOs que têm uma função primordialmente operacional ou transformacional olham para a empresa de dentro para fora, começando pelo modo como operam e depois mirando os clientes; enquanto os estratégicos olham a companhia de fora para dentro e constantemente se perguntam: em que tipo de negócio estamos? Ele vai continuar?”, explica Taurion que dá três dicas para investir de forma correta:

1. Pesquise antes
Há opções de softwares open source, que são basicamente as que fazem parte do portfólio de soluções para big data e cloud computing, com preços mais acessíveis. 

2. Coloque no papel gastos e economias
O ideal é não olhar apenas os gastos, mas o que poderá fazer para gerar mais receita para a companhia. Por exemplo, muitas vezes, a adesão de uma tecnologia pode surtir economia a médio prazo. “Dessa forma, a compra deixa de ser gasto e passa a ser investimento, podemos reduzir custos, por exemplo”, diz Taurion.

3. Fique atento às mudanças
Os CIOs devem compreender que as mudanças ocorrem em ritmo exponencial, e não linear. Os próprios modelos de negócio, hoje consolidados por décadas de sucesso, estão sendo colocados em cheque. “Repensar o propósito e criar modelos de negócio, mesmo que tendo de extinguir o atual, são requisitos de sobrevivência”, explica Taurion. Segundo ele, o status quo deve ser questionado não apenas olhando a concorrência. A disrupção provavelmente não virá de lá. “É isso que vai definir investir ou não em algo”, completa.

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Imagem: Pixabay

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