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Technology Abstract with Futuristic Lines and Data

As 3 tecnologias mais críticas para a transformação digital

Implementação de big data, biometria e APIs abertas ainda geram insegurança por parte dos líderes de TI, que temem pela segurança de dados; setor financeiro e de saúde são os mais resistentes

A velocidade da inovação e da ruptura nas empresas foi enorme na última década. O gerenciamento da infraestrutura de TI à moda antiga foi abandonado, uma vez que organizações empresariais – em todas as indústrias – adotaram ferramentas como cloud híbrida; e conceito de DevOps, que engloba práticas, ferramentas e interações entre pessoas para aumentar colaboração, comunicação e integração entre Desenvolvimento (Devs) e Operações de TI (Ops); e outras tecnologias que permitem mais agilidade e flexibilidade.

Mas a transformação em TI ainda está longe de ser universal. A principal razão é que há uma percepção de complexidade associada à transformação, assim como acredita-se haver um risco inerente nas tecnologias mais abertas associadas a esse movimento. “Isso não quer dizer que as companhias que estão atrasadas sejam avessas ao risco”, diz Cyril Coste, principal digital transformation, advisory services da Hewlett Packard Enterprise Services no Reino Unido. “Isso é verdade em alguns casos, mas geralmente as empresas ainda estão lutando para entender a transformação digital e construir um negócio que abranja a toda a mudança. Para algumas, ainda não está claro como a implementação de certas tecnologias as ajudam a superar os riscos que vão assumir”, afirma.

Big data, biometria e APIs abertas: qual o valor real?
De acordo com Coste, esse é um questionamento importante nos setores financeiro e de saúde, nos quais a segurança dos dados dos clientes (ou pacientes) é fundamental. “Enquanto a maioria dos líderes de TI dessas organizações vê valor em tecnologias inovadoras que lhes permitam trabalhar de maneira mais rápida e inteligente, uma parte se pergunta se esses benefícios vêm às custas da eficiência, segurança e estabilidade. Mesmo que o risco seja pequeno, é uma barreira muito difícil de superar”, afirma Coste. Segundo ele, a questão é mais forte em três áreas:

  1. Big data
    Os casos para o uso desta tecnologia parecem óbvios nas áreas de saúde e financeira, como análises mais rápidas de tendências ou padrões, investimentos mais inteligentes, atendimento mais rápido e melhor direcionado aos pacientes. Porém, o big data também adiciona uma camada de complexidade à infraestrutura de TI que pode introduzir novos riscos. Se os dados não são bem organizados ou estruturados, podem se tornar menos confiáveis e estáveis – fator impeditivo para os líderes de TI em saúde e finanças.
  1. Biometria
    Fundamentalmente, essa é outra tecnologia que parece ser mandatória em indústrias em que a privacidade de dados e segurança são importantes. O problema reside, entretanto, no fato de que a biometria ainda depende da transferência de informações. E até que exista uma estrutura amplamente aceita para transmitir, processar e armazenar esses dados, algumas organizações vão demorar para adotá-la.
  1. APIs abertas
    Para a maioria das empresas de tecnologia, as Interfaces de Programação de Aplicativos (Application Programming Interface, ou APIs) não são tecnologias novas. Porém, indústrias como as de serviços financeiros e de saúde têm operado historicamente em redes completamente fechadas, e migrar para uma aberta pode parecer uma ideia radical e assustadora. Para Coste, levando em conta as expectativas atuais dos consumidores, cada organização será forçada a repensar suas abordagens ultrapassadas.

“Se a organização pretende atender as expectativas de seus clientes e continuar fornecendo mais valor, tem que considerar se abrir um pouco”, diz Coste. “E, se fizer isso corretamente, há maneiras de reduzir a maior parte dos riscos”, completa

Como superar os obstáculos
Na visão de Coste, o valor da transformação digital é claro. No entanto, ele entende a perspectiva da empresa quando se trata dos riscos. Como, então, os líderes de TI podem superar esse obstáculo e começar a adotar as ferramentas que ajudem a gerar eficiências operacionais e oferecer mais valor aos seus usuários finais?

“Acredito que a transformação não diz respeito à implementação de todas as novas ferramentas e tecnologias em silos. Ao invés disso, começa e termina com a infraestrutura adequada operando para permitir a transformação contínua. E isso significa visualizar amplamente todo o problema e abordar antecipadamente os principais desafios da cloud na empresa. Ao construir essa base estratégica, fica mais fácil para os líderes de TI agirem adequadamente para aumentar a agilidade, reduzir custos e adicionar valor, mantendo a conformidade.”

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Imagem: Depositphotos

 

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