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Transformação digital: os impactos nas seguradoras de saúde

Com um cliente  mais exigente e bem informado, empresas precisam oferecer um serviço proativo, pessoal e colaborativo

Por Zeki Tezer*

Empresas de todos os setores e portes estão sendo atingidas pelas mudanças trazidas pela transformação digital. Isso não é novo. Mas provações são ótimas maneiras de incentivá-las a se modernizarem para o benefício de todos. Integrar tecnologias é, agora, uma obrigação para qualquer companhia que deseja se transformar. E a indústria de seguros de saúde não é exceção.

No entanto, vamos voltar para o ano 2010 quando a Blockbuster, conhecida locadora de vídeos, faliu por não se adaptar à realidade da época. A empresa ignorou a tecnologia crescente no mercado (streaming), não deu atenção devida ao cliente e subestimou a concorrência, concentrando toda sua atividade em lojas de varejo. Ao fazer isso, perdeu a chance de ser inovadora, dando oportunidade a Netflix, que surgiu em 2000. A empresa concorrente se tornou uma das principais plataformas de streaming, avaliada em US$ 35 bilhões e com participação no mercado de 63%.

Seguradoras de saúde também enfrentam alguns desafios: aumento da população e da expectativa de vida; proliferação de doenças crônicas; maior foco na qualidade e valor dos cuidados; regulamentação financeira; consumidores informados e habilitados; e surgimento de tratamentos e tecnologias inovadoras. Esses fatores conduzem ao aumento dos custos da saúde e dos níveis de despesa para promover cuidados, melhorias de infraestrutura e inovações tecnológicas.

Dessa forma, para as seguradoras de saúde, já não basta ser uma “pagadora de sinistros”; é preciso fornecer uma abordagem proativa, além de um pacote de produtos de saúde e bem-estar. A evolução do consumidor moderno, mais do que qualquer outra coisa, está tendo um impacto direto sobre esse setor.

O crescimento da tecnologia móvel e wearable (tecnologia vestível), capacitou o consumidor a ter controle de sua saúde, gerenciando suas necessidades e preferências. As pessoas têm, agora, uma capacidade muito maior para gerenciar todas as suas necessidades de cuidados e monitoramento de pressão arterial e níveis de glicose para adquirir ou acessar políticas.

Surge, então, uma ótima oportunidade de utilizar esses dados para levar ao mercado novos produtos, deixando de lado a ideia de um serviço que oferece apenas bons preços. Muito mais que isso, as seguradoras devem construir um futuro digital.  Ao se conectar com os clientes de novas maneiras e fornecer um serviço proativo, pessoal e colaborativo, as seguradoras podem ir ainda mais longe.

*Zeki Tezer é vice-presidente do departamento de Práticas de Saúde da Xuber.

 

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