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Transformação digital rápida: 4 pilares cruciais para ter sucesso

Transformação digital rápida: 4 pilares cruciais para ter sucesso

As empresas estão sob forte pressão para mudar. Há concorrentes circulando por todo o lado, ameaçando tomar fatias de mercado por meio da redução de custos, atendimento mais rápido e mais envolvimento com os clientes. Assim, CEOs e os principais diretores estão exigindo que os CIOs criem estratégias de transformação rápidas.

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No entanto, muitas transformações falham: transições aceleradas costumam ser perigosas, como se equilibrar sobre uma corda bamba entre a estabilidade e a mudança rápida. “Para grandes organizações, a mudança de um sistema inteiro pode custar milhões”, diz Daniel J. Biondi, Chief Technology Officer, Financial Services, para a Ásia-Pacífico e Japão da Hewlett Packard Enterprise (HPE). “Se você tem um orçamento entre US$ 20 milhões e US$ 30 milhões só para manter as luzes acesas, o que você faria? Uma transformação bem-sucedida leva tempo”, completa.

Um departamento de TI sobrecarregado e tentando sobreviver durante a condução rápida de uma transformação pode colocar toda a organização em risco. Qual a solução? Para começar, Biondi sugere que a área concentre-se apenas em quatro pilares. A estratégia permite uma abordagem com riscos calculados e gerenciáveis para a mudança de sistemas internos de missão crítica, ao mesmo tempo em que avançam as funções voltadas para o cliente pelo caminho mais rápido.

1. Interface com o cliente
As expectativas e comportamentos dos clientes mudaram significativamente ao longo da última década. Hoje, eles esperam experiências personalizadas e em tempo real, que facilmente se adaptem às suas preferências.

Isso significa que os CIOs devem desbloquear e compartilhar dados com aqueles que mais precisam para que eles possam descobrir correlações valiosas e possíveis irregularidades. Sem essas informações, as equipes de marketing não conseguem desenvolver campanhas personalizadas, fomentar relacionamentos sólidos ou inovar com interfaces envolventes e intuitivas para os clientes. Essa prática deve se estender ao “cliente interno” e aos usuários corporativos, que devem continuamente projetar e fornecer experiências unificadas aos consumidores.

2. Ações nas mídias sociais
As redes sociais, como o Facebook, Snapchat e Instagram, estão mudando rapidamente a forma como as empresas interagem com o público. O McDonald's, por exemplo, usou o Snapchat para enviar vídeos e fotos aos fãs de LeBron James, do jogador de basquete americano, enquanto ele estava filmando um comercial para a marca.

Na verdade, a mídia social transformou completamente a forma como os fãs consomem conteúdos desportivos. Em vez de ficar em casa na frente da TV, eles conversam sobre resultados em tempo real pelas mídias sociais, fazendo com que muitos desses eventos sejam experiências múltiplas. Durante o último Super Bowl 50, no Levi’s Stadium, t nas arquibancadas torcedores podiam assistir em seus dispositivos móveis a replays de vários ângulos e em sintonia com os comerciais que passavam na televisão.

3. Uso de big data e analytics
Os dados são um recurso poderoso e as empresas experientes conseguem utilizá-los para transformar a indústria. A de construção civil, uma das mais atrasadas no uso de analytics, está começando a investir na análise de big data para fazer um negócio arriscado mais preditivo. Com serviços de análise baseados em nuvem, as empresas da área percebem, aos poucos, os extensos e não estruturados conjuntos de dados, incluindo os meteorológicos, que podem ter grande impacto nos custos e prazos do projeto. Esses processos podem redefinir as relações entre arquitetos, engenheiros e proprietários que, muitas vezes, têm objetivos drasticamente diferentes.

4. De olho na cultura
Transformação envolve dois componentes distintos. Um deles é o estrutural: processos novos, tecnologia, estruturas organizacionais e de governança. O outro é o cultural: as mudanças comportamentais que precisam ocorrer para dar lugar às novas prioridades e às novas formas de pensar.

A resistência das pessoas é, muitas vezes, o fator limitante mais significativo para a transformação. “O desafio é cultural, como as pessoas vão aceitar a mudança e seguir em frente”, diz Biondi. “Muitas não querem, pois estão fazendo trabalhando da mesma maneira durante anos. E é isso”, completa.

Por isso, colaboradores devem ser colocados no centro de qualquer processo de transformação. Os líderes empresariais devem mudar seu ponto de vista, esforçando-se para se comunicar da maneira mais transparente possível e aliviar a percepção de uma agenda escondida. Além disso, é importante que eles se aproximem das bases da empresa, para que os funcionários sintam-se parte da transformação e capacitados para atuar nas novas formas sugeridas pela mudança.

As transformações bem-sucedidas levam tempo, muitas vezes, de cinco a oito anos. Ao aceitar a realidade do processo, a empresa pode conduzi-lo aceleradamente nas áreas em que isso seja absolutamente necessário, transformar os sistemas internos de missão crítica em fases para poder manter a empresa operante e, por fim, obter o envolvimento de todas pessoas durante todo o ciclo de vida do processo.

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Imagem: divulgação


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