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Como a tecnologia pode ajudar a reduzir gastos no varejo

Como a tecnologia pode ajudar a reduzir gastos no varejo

Com diz o ditado: “Custo é igual a unha, tem que cortar sempre”. Assim, corte de custos é sempre uma questão que assombra os gestores, independente de especialidade ou de segmento econômico. Particularmente no varejo, isso é ainda mais forte. Entretanto há algumas questões que independem da área ou função que participam nesse esforço, e que devem ser ponderadas a partir de ações com diferentes níveis contribuição:

• Prazo de implantação da ação: Imediato ou não? Quando a redução começará a trazer o retorno prometido? É em curto, médio ou longo prazo?
• Abrangência: em uma única área ou departamento ou na empresa como um todo?
• Impacto: toda ação traz algum tipo de impacto no status quo da operação, sendo assim é importante entender o que será afetado, qualidade de produtos ou serviços, satisfação dos clientes, moral dos funcionários, agilidade de atendimento, etc.
• Resiliência: com o tempo, aquele custo pode voltar a aparecer ou ainda sofrer um incremento em função dos impactos da decisão.
Considerando essas questões, pode-se categorizar um esforço de redução em quatro diferentes orientações:
Corte de Custos: “Gastar menos”, ou seja, cortar aquelas despesas ou custos que têm impacto imediato no caixa.
Redução de Custos: “fazer menos, com menos”, alterando a escala ou a abrangência dos processos e atividades, produtos e serviços realizados.
Otimização de Custos: “fazer mais, com menos”, visando aumento de eficiência e, por consequência, redução de custos.
Transformação de Custos: “Fazer mais e melhor, sobrando mais”. Aqui o foco é transformar a realidade dos gastos, procurando novas alternativas de modelos de trabalho.
Deve-se tomar por base que os principais elementos de custos de TI estão relacionados a:
• Suporte e manutenção – De acordo com o estudo “Antes da TI, a Estratégia”, realizado pela IT Mídia, 44,8% dos entrevistados dizem gastar de 60% a 80% de seu orçamento em Opex (despesas operacionais), boa parte com serviços de suporte e manutenção.
• Continuidade de negócios (Backup, DR) – Pesquisa conduzida pelo Info-Tech Research Group aponta que quase 60% dos negócios nos Estados Unidos ainda carecem de um plano de recuperação de desastres (DR) em caso de crises.
• Hardware – A previsão do Gartner é que, até o fim deste ano, apenas as despesas com dispositivos (PCs, tablets, celulares e impressoras) cheguem a US$ 22,4 bilhões no Brasil.
• Software – Os custos com software somaram US$ 10,7 bilhões no Brasil em 2013, de acordo com estudo do IDC, encomendado pela Associação Brasileira das Empresas de Software (Abes).
Adicionalmente, em TI sempre existem projetos (novos ou em andamento) que, dependendo do momento da empresa, de sua natureza de negócios, ou de outros fatores diversos, podem ter grande representativadade no orçamento de custos da área. Mesmos alguns desses projetos sendo considerados como investimentos, em esforços de redução de gastos, podem também ter seus orçamentos reduzidos ou cortados, ou priorizados de outra forma.
Assim, como definir o que cortar, reduzir, otimizar ou transformar? Novas tecnologias estão ajudando em qualquer uma dessas situações. A questão é entender qual realmente é a orientação a seguir, principalmente se considerarmos diferentes segmentos de indústria.
Com a maioria das empresas apostando em multicanais para se relacionar com os consumidores, tendo o e-commerce como uma das principais frentes, não há como não ser 24×7. Se, por um lado, isso aumenta a possibilidade de novos negócios, por outro, aumenta a complexidade da estrutura para integrar e suportar esses processos. Deve-se lembrar que cada cliente é único e quer ser reconhecido e tratado da mesma maneira, seja qual for o canal de atendimento (loja física, e-commerce, aplicativos móveis, call center, etc.).
Esse paradigma pode ser enfrentado com a adoção de novas tecnologias que permitam agilidade na adequação do ambiente computacional à demanda, proporcionando melhor controle de gastos com hardware e software. Devido ao grande número de plataformas existentes, novos projetos podem ser criados e testados em ambientes virtualizados, simulando diferentes situações e permitindo que ajustes possam ser feitos antes da homologação e produção.
As informações geradas em toda a cadeia também devem ser consideradas e utilizadas para tomada de decisões futuras. Essa gama de dados, que podem ser estruturados (dados de relatórios, sistemas) ou não (informações de mídias sociais, imagens, vídeos) formam um conjunto riquíssimo de informações, denominado “big data”. Assim, analisando todo esse contexto com ferramentas como “analytics”, é possível orientar e padronizar a oferta para um determinado segmento, para um nicho específico de mercado, considerando inclusive estoque e disponibilidade, qualquer que seja o canal.
Dessa forma, os custos com logística, armazenagem, marketing, compras e pessoal, entre outros, podem ser previstos e trabalhados de forma a não impactarem o negócio.
Medidas como estas têm de fazer parte da agenda estratégica das empresas, olhando não só para a transformação dos custos em si, mas para o futuro do seu próprio negócio.

*Marcelo Raducziner é diretor de Negócios para Industria de Varejo da HP
* César Ripari é Chief Technology Officer da HP

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