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Standing Robot with dark blank background. Front view

Bots: a evolução dos apps?

Tecnologia traz aos aplicativos uma camada a mais de interação com as pessoas; empresas ganham agilidade e possibilidade de personalizar o atendimento

A tecnologia vem transformando, cada vez mais rápido, empresas e negócios ao redor do mundo. Pesquisas recentes da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, apontam, por exemplo, que a inteligência das máquinas vai se equiparar à de humanos até 2050. Segundo os especialistas, os computadores já estão começando a assimilar informações a partir de dados, da mesma forma que crianças aprendem com o mundo ao seu redor. Nesse cenário, ganha força o chamado bot. Trata-se de um programa de computador fabricado para automatizar procedimentos, geralmente repetitivos, com o intuito de facilitar a vida das pessoas. A palavra “bot” vem de “robot”, que em inglês significa “robô”. Ou seja, um bot nada mais é do que um robô, fundamentado em inteligência artificial, mas que existe apenas em formato digital.

“Eles interagem, ou tentam interagir conosco, de forma natural”, explica Cezar Taurion, consultor e sócio e head de transformação digital da Kick Ventures. Segundo ele, a proposta é que preencham um gap das Interfaces de Programação de Aplicação (Application Programming Interface, ou APIs) comuns, sendo capaz de traduzir uma conversação em ação. Isso quer dizer que, após compreender o texto e identificar o que os usuários precisam, os bolts recorrem aos serviços solicitados e executam a ação, mesmo que estejam em outros aplicativos.

Para Taurion, os bots têm o potencial de acabar com a profusão de apps que existem hoje, sendo uma nova geração de aplicativos que, com o uso da inteligência artificial e seus algoritmos e interfaces interativos, são mais intuitivos e práticos. “É difícil para um usuário baixar e usar centenas de aplicativos, cada um com suas peculiaridades. Com os bots, é possível em apenas uma interação, como se fosse com um assistente humano, solicitar o saldo bancário, agendar uma reunião e localizar um restaurante. Em vez de acionar três apps distintos, você usa apenas um bot, que acessa por meio de APIs as funcionalidades e executa as ações.

De acordo com Almir Meira Alves, professor dos cursos graduação e MBA da Faculdade de Informática e Administração Paulista (Fiap), a aplicação mais simples e já utilizada pelas empresas é no varejo, na publicidade digital. “Um exemplo disso é o conjunto de análises que os sites de busca realizam com o uso da inteligência artificial para apresentar a publicidade mais adequada ao perfil de cada usuário. É por isso que, quando realizamos uma busca e uma compra online, as propagandas daquele site aparecem com maior frequência nas páginas que visitamos na internet”, explica.

Há também casos de bots utilizados para lidar com uma variedade de solicitações de serviço ao cliente, que normalmente requer uma chamada telefônica para um agente humano. A Taco Bell, cadeia americana de restaurantes fast-food, lançou um que permite encomendar e pagar por tacos por meio de uma conversa automatizada via chat. “Com a tecnologia, as companhias conseguem mais exposição da marca e a assertividade no oferecimento de produtos e serviços. Dificilmente um item para mulheres grávidas ou bebês recém-nascidos é oferecido para um homem solteiro, por exemplo”, afirma Alves.

Para o desenvolvimento desse tipo de solução, a empresa precisa ter profissionais especialistas em ciência de dados e inteligência artificial, programadores e estatísticos. “Ainda estamos no início do aprendizado, em fase de experimentação. Mas uma coisa é certa: os bots vieram para ficar e podem revolucionar a maneira como interagimos com os aplicativos – isso auxilia as empresas a ganharem agilidade e a personalizarem o atendimento. Na prática, é como se cada cliente tivesse um atendente só seu”, completa Taurion.

Esta matéria foi originalmente publicada em 15 de fevereiro de 2017

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Imagem: Depositphotos

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