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Chatbots: a geração do futuro será ainda mais inteligente

Nos próximos anos, robôs serão capazes de “lembrar” conversas anteriores e tomar decisões em nome de um cliente, funcionário ou do próprio negócio

*Chris Nerney

Os chatbots já não podem ser considerados uma tecnologia futura. Isso porque estão sendo implantados em uma série de indústrias – incluindo serviços financeiros, varejo e viagens – para interagir e melhorar a experiência dos clientes. Mas os chatbots de hoje são relativamente mal resolvidos. Claro, eles podem economizar dinheiro das empresas ao automatizar funções simples de atendimento ao consumidor, como responder perguntas e realizar transações. No entanto, tarefas mais complexas têm sido um desafio para os robôs.

Um painel de especialistas de chatbots no recente Mobile World Congress Americas em São Francisco avaliou, de acordo com relatórios da TechRepublic, o estado atual do uso de chatbot nas empresas e o que precisa ser feito para que a tecnologia tenha um impacto mais profundo nos negócios.

Ram Menon, fundador e CEO da plataforma de inteligência artificial conversacional Avaamo, disse aos participantes da conferência que a tecnologia está saindo de seu estágio inicial e deve evoluir rapidamente. “A primeira onda de chatbots foi basicamente um ótimo mecanismo de pesquisa” disse Menon. “O que devemos esperar entre  três a cinco anos é que uma interface de comunicação possa realizar tarefas mais completas. No futuro, os chatbots terão diálogos reais com os usuários e lembrarão o que eles disseram pela última vez. É aí que entra a Inteligência Artificial”.

Um chatbot mais inteligente, capaz de “lembrar” conversas anteriores e tomar decisões em nome de um cliente, funcionário ou do próprio negócio, é uma ferramenta muito mais poderosa do que aquele que diz apenas aos usuários a previsão do tempo, o saldo da conta corrente e não muito mais que isso.

Os robôs que lidam com conversas complexas e interações com os usuários podem beneficiar uma empresa de várias maneiras – desde o crescimento da receita a curto e longo prazos, até o aumento de satisfação do cliente e valor da marca. Para chegar lá, no entanto, os chatbots vão precisar de alguma ajuda – de outros chatbots.

“É inconcebível imaginar um chatbot que lida com todas as situações de uso possíveis”, disse Beerud Sheth, fundador e CEO da plataforma de construção de bot GupShup. “Haverá necessidade de ter, em vez de inteligência individual, inteligência coletiva”.

Os chatbots com capacidade de executar tarefas baseadas em julgamento em breve poderão compartilhar sua inteligência coletiva. Se isso não parece um filme de terror de ficção científica, não sei o que seria. Mas, pelo menos até que todos estejam subjugados, esses chatbots superiores devem realmente ajudar seu negócio!

*Chris Nerney é escritor de tecnologia nas áreas de mobilidade, big data, data center e cloud computing.

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Imagem: Depositphotos

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