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Comoção em torno da Copa do Mundo expõe força das redes sociais

Comoção em torno da Copa do Mundo expõe força das redes sociais

A Copa do Mundo de futebol, evento que acontece a cada quatro anos e que teve a última edição sediada pelo Brasil, escancarou a capacidade da tecnologia em colocar os torcedores, literalmente, dentro de campo. Até os países que não têm o futebol como esporte principal deram uma incrível atenção ao torneio, tamanha a capacidade do fluxo de informação demonstrada durante o Mundial.

Pela primeira vez, inclusive, uma análise de sentimentos foi usada para entender como as pessoas estavam demonstrando suas sensações antes, durante e após os jogos decisivos. Um exemplo definitivo se deu após a vitória do Brasil sobre a Colômbia nas quartas de final: o colombiano James Rodrigues, um dos destaques do torneio, estava chorando após ser eliminado quando foi consolado pelo brasileiro David Luiz. A imagem recebeu mais de 1,5 milhão de “likes” em poucas horas.

As pessoas mais envolvidas diretamente no evento, sejam brasileiras ou turistas estrangeiros, tiveram na tela do celular mais que uma opção, mas uma necessidade. Serviços como encontrar um táxi ou acessar os horários dos aeroportos foram facilmente encontrados até por quem não falava português, já que as traduções de aplicativos foram bastante utilizadas.

Os ingressos para as partidas foram vendidos de maneira online, num sorteio aleatório. Aqueles que restaram nos dias que antecederam os grandes jogos também não podiam ser encontrados numa loja, mas sim no site da Fifa: quem estivesse offline, simplesmente não tinha como encontrar um bilhete.

Para seguir a sua equipe ou seu jogador favorito, as notícias também chegaram primeiro via redes sociais, não pela TV ou outras mídias tradicionais. Algumas informações rapidamente se tornaram virais, como a lesão que tirou Neymar dos últimos dois jogos da Copa.

Além disso, simuladores e games foram bastante difundidos para criar diferentes experiências para os torcedores. Alguns aplicativos foram criados para permitir, como forma de entretenimento, que grupos de pessoas jogassem entre as partidas. A forma como o negócio passou a ser entendido pela audiência foi alterada. Pelas mídias sociais, as empresas puderam mostrar para seus clientes o que faziam durante o torneio, e trending topics no Twitter tiveram um impacto maior que entrevistas ao vivo.

Cada vez mais, os clientes seguem no mesmo lugar, mas, agora, eles usam diferentes canais para comprar e personalizar serviços. As ofertas precisam ser customizadas pra cada cliente e deverão encontrá-lo onde ele estiver. Não será mais viável esperar que o consumidor venha à loja. Grandes eventos, como a Copa do Mundo, deixam isso ainda mais claro. E a tendência deve ser vista, com ainda mais força, no próximo grande evento: as Olimpíadas de 2016, no Rio de Janeiro.

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