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Dark data: risco e alto custo para as empresas

Dark data: risco e alto custo para as empresas

Nos últimos 20 anos, os dados tornaram-se um componente crítico para o sucesso das organizações – ao convertê-los em insights estratégicos, elas ganham vantagem competitiva. E, assim como as empresas e a tecnologia progridem, os dados coletados também evoluem: hoje, eles são uma variedade de informações estruturadas e não estruturadas originadas de uma miríade de sistemas e fontes localizados dentro e fora do negócio. A expansão já criou, e continuará criando, tanto oportunidades quanto desafios na forma como os dados são geridos, armazenados e aplicados de uma forma consistente e significativa.  Essa complexidade cria oportunidades e desafios na forma como é gerida, armazenada e aplicada a uma  para a gestão . Também, dá origem ao dark data, ou dados obscuros, e seu crescente peso para as companhias.

Os dados obscuros representam documentos, projetos e arquivos esquecidos e, muitas vezes, desconhecidos em serviços de compartilhamento ou de trabalho colaborativo. De acordo com um estudo do Conselho de Compliance, Governança e Supervisão  (CGOC, ou Compliance, Governance and Oversight Council), em média, 1% dos dados deve ser mantido por questões legais, 5% por motivos regulatórios e, 25%, têm algum valor para o negócio, deixando 69% sem nenhuma razão legal, regulatória ou estratégica que justifique seu armazenamento. Essas informações representam gastos e, até, exposição da marca ao risco.

De uma perspectiva gerencial, o uso dos dados representa um impacto dramático nas corporações. É só observar as mudanças nas lideranças. Times executivos agora listam títulos como CCO (Chief Compliance Officer), CGO (Chief Governance Officer), CSO (Chief Security Officer), CDO (Chief Data Officer) e CPO (Chief Privacy Officer). Esses cargos voltados especificamente a dados ajudam a garantir que as companhias possuem visão e metodologia para aplicar gestão baseada em políticas em todo o espectro de  informações.

Veja abaixo três riscos comuns do dark data:

Compliance:

Indústrias reguladas são mais rigorosas no gerenciamento dos dados. É preciso entendê-los e manejá-los com base em uma política de governança da informação, que deve ser constantemente reforçada, sob o risco de inconformidade regulatória. Assim que essas políticas são implementadas e as informações, determinadas, é possível confirmar quais locais são os mais adequados  para armazenar os dados.

Responsabilidade legal:

É importante que o dark data seja identificado e devidamente gerido de acordo com as políticas de governança corporativa. Um exemplo que pode levar a litígios e penalidades se não segurado e gerido de forma adequada são as informações pessoais dos funcionários, que, em muitos casos, não devem ser mantidas além de um determinado período de tempo. Com uma estratégia de gestão da informação, é possível armazenar ou excluir informações que poderiam se tornar um risco.

Custo:

O fardo do dark data pode ser sentido tanto por uma perspectiva de custo quando de recurso. O primeiro ponto se torna claro quando a companhia deve responder a um litígio judicial. O tempo e os recursos são extensivos e o fardo financeiro pode chegar aos milhões. O dark data pode ser  utilizado como um elemento surpresa  em um processo investigatório, resultando em um caso perdido e multas pesadas.

Próximos passos

Então, é essencial entender os dados, saber onde são mantidos e o valor que eles representam. Com tecnologia, empresas podem definir políticas e otimizar o armazenamento e gerenciamento dessas informações.

A maioria das empresas já tem uma política de governança e entende o aspecto regulatório de seu setor. Aquelas que empregam tecnologia conseguem otimizar as operações, entender a gestão de informações e ter mais consciência de seus custos.


Leia o artigo original, em inglês:

http://community.hpe.com/t5/Big-Data/Dark-Data-Influencing-today-s-enterprise-and-tomorrow-s-success/ba-p/6818742


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