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Do combate ao crime à gestão de lixo: a revolução da IoT pelo mundo

Do combate ao crime à gestão de lixo: a revolução da IoT pelo mundo

Qualquer serviço gera dados – a diferença é o que cada empresa faz com eles. No mundo atual, em que a transformação digital revoluciona as relações sociais e corporativas, a Internet das Coisas (Internet of Things, ou IoT) oferece novas maneiras de envolver clientes, criar modelos de negócios e insights melhores nos processos existentes. 

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“É possível colocar sensores em tudo, como no carro, em aparelhos médicos, em produtos do varejo ou no campo para auxiliar a agricultura. E eles estão cada vez mais inteligentes e ajudam as empresas a expandir”, disse Greg Cherry, director strategic solutions architects, em sua apresentação no IoT Summit Week, evento realizado pela HewlettPackard Enterprise, em São Paulo.

Veja, a seguir, alguns exemplos apresentados no evento:

1. Diminuição do crime
No período de 18 meses, a polícia de Dubai capturou 2.739 pessoas localmente e internacionalmente. Isso porque em 2009 foi implantado um scanner no topo de todos os carros policiais (geralmente na barra de luzes de sinalização) capaz de “ler” placas de veículos e detectar rapidamente aqueles cujos donos são procurados – desde infrações de trânsito até atividades criminosas.

O chamado Sistema Automático de Reconhecimento de Números de Placas (ANPR) conta, ainda, com um dispositivo de busca e análises que oferece inteligência para tomada de decisão a partir de dados estruturados e não-estruturados. Anteriormente, um policial tinha de sair com uma lista impressa de placas procuradas e passar um “pente fino” em diversas oficinas e garagens cheias de carros estacionados, para, ocasionalmente, encontrar algo. O sistema consegue ler todas as placas dentro dos sete Emirados Árabes Unidos (EAU), que incorporam tanto letras em árabe, inglês e códigos de cores diferentes e apresentar resultados em tempo real.

2. Melhora na qualidade de vida
Com o intuito de resolver as principais questões urbanas de Fukuoka, no Japão, como controle de tráfego, a Universidade Kyushu criou o projeto Urban OS, que aplica análise avançada de gráficos para demonstrar como otimizar o tráfego da cidade. Foi implementado com o HPE Moonshot, sistema de processamento que contribui muito na economia de espaço e energia, usando fontes de dados das ruas, redes de tráfego, pessoas, veículos e informações climáticas para otimizar o controle de tráfego urbano.

Com o uso de ferramentas de IoT, foi possível coletar os dados dos sensores a cada 15 ou 30 minutos para controlar a sinalização de trânsito e, por meio de monitores digitais em tempo quase real, realizar o roteamento de tráfego ideal ou evacuações de emergência. Além do impacto social, o sistema auxilia na eficiência de infraestrutura: houve redução de 90% no uso dos data centers, com consumo 88% menor de energia em comparação aos servidores tradicionais.

3. Mais segurança aos moradores
Com o intuito de aumentar a utilização do transporte público e compartilhado, com mais acessibilidade, e ao mesmo tempo reduzir o congestionamento, aprimorar a segurança e diminuir as emissões de gases de efeito estufa em Auckland (Nova Zelândia), foram implementadas mais de duas mil câmeras pela cidade. Dessa forma, foi possível criar uma cidade mais inteligente, com análise e distribuição de dados em tempo real. A análise compreende e gera ações a partir de uma variedade de dados, incluindo textos, imagens, áudio e vídeo, auxiliando a identificar padrões de tráfego com problemas e, assim, responder de forma mais eficiente às emergências e detectar melhorias para a segurança das vias, calçadas e ciclovias.

Esta é a terceira matéria sobre o IoT Summit Week. Veja as primeiras:  IoT: mais um passo para a transformação digital, Economia das Ideias: 4 passos para a transformação

Saiba mais:
IoT: 5 passos para criar uma estratégia de segurança da informação
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Imagem: Depositphotos

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