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Dos dados ao toque: a revolução das impressoras 3D

Dos dados ao toque: a revolução das impressoras 3D

As impressoras 3D dão aos dados uma forma física – e isso está mudando negócios e atividades com muita rapidez. De replicar as impressões digitais de uma vítima de assassinato para que a polícia possa desbloquear seu telefone em busca de pistas, até fazer um modelo de dados de um diagnóstico para que o médico visualize melhor o problema do paciente, os dados virtuais estão tornando muitas coisas tangíveis, em uma realidade mista (composta do físico e do digital).

Veja a seguir como o uso inovador da impressão 3D está mudando a maneira como algumas pessoas trabalham e o que as indústrias devem esperar de mudanças disruptivas em seus processos de negócios e gerenciamento de dados.

Resolução de crimes
Recentemente, a polícia de Michigan, nos Estados Unidos, contou com o suporte de Anil Jain, professor da Universidade de Michigan e de Sunpreet Arora, estudante de doutorado, para imprimir em 3D as impressões digitais de vítima de assassinato a partir de uma imagem digitalizada. A polícia precisava do molde de impressão digital para desbloquear o telefone da vítima e procurar por pistas que pudessem ajudar a resolver o caso.

Por meio de métodos comuns nenhum molde das impressões digitais podia ser feito para desbloquear o telefone e, mesmo com a utilização da impressão 3D, foi difícil produzir um molde que funcionasse. “A maioria dos leitores de impressões digitais utilizados em telefones é capacitivos, o que significa que conta com o fechamento de pequenos circuitos elétricos para trabalhar”, disse a produtora Rose Eveleth, que acompanhou o caso, em um artigo na Fusion.

“A ondulação na pele dos dedos faz com que alguns desses circuitos entrem em contato uns com os outros, gerando uma imagem da impressão digital”, escreveu Rose. “A pele é suficientemente condutora para fechar estes circuitos, mas o plástico normalmente utilizado nas impressões em 3D não é. Assim, Arora revestiu os dedos impressos em 3D com uma fina camada de partículas metálicas para que o leitor de impressões digitais pudesse lê-los”, explicou.

Essa técnica tem grande impacto na resolução de crimes, mas não é tão eficaz para profissionais de segurança, pois pessoas com más intenções serão, em breve, capazes de usar moldes de impressão digital 3D para enganar os leitores de segurança biométrica.

Mais precisão no diagnóstico
As impressoras 3D já são capazes de imprimir órgãos humanos. E, com isso, dão também aos pacientes a oportunidade de imprimir os seus dados de diagnósticos para criar representações em 3D com o intuito de que seus médicos possam avaliar melhor o problema e, assim, planejar a cirurgia ou outros tratamentos. Na Inglaterra, por exemplo, uma pessoa criou um scan 3D de seu próprio rim para ajudar os cirurgiões que o operariam a remover as pedras alocados no órgão. “Isso faz nosso trabalho mais fácil”, disse o cirurgião Bhaskar Somani em uma reportagem da BBC. “O 3D ajuda, pois nos dá uma estimativa aproximada do local que vamos operar, o que nos permite ser mais precisos”.

Os cirurgiões do hospital utilizam a impressão 3D com mais frequência para operações complexas, como a substituição de um quadril, mas já planejam utilizá-la para uma gama mais ampla de procedimentos. 

Médicos e pacientes podem alcançar bons resultados em tratamentos e diagnósticos, mas, por outro lado, há brechas de segurança da informação e perigos de invasão de privacidade, pois os dados das imagens médicas ainda não são totalmente protegidos nas impressoras 3D. Isso pode gerar graves problemas de não conformidade com os regulamentos e leis para os profissionais de saúde que usarem essa tecnologia. 

Prepare-se para a realidade mista
A impressão 3D vai continuar crescendo, assim como seu uso, na maioria das indústrias. A principal desvantagem é a segurança dos dados – assunto que já começa a ser abordado com mais força pelos fornecedores. 

Dessa forma, procurar maneiras de empregar a realidade mista por meio do uso da impressão em 3D pode melhorar os resultados de negócios. Planejar uma estratégia agora é o primeiro passo para aproveitar essa tecnologia e alavancar a operação corporativa.

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Imagem: Depositphotos

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