IT Forum 365
Economia das Ideias #1: tempo de implantação de projetos é reduzido a quase zero

Economia das Ideias #1: tempo de implantação de projetos é reduzido a quase zero

O tempo de simulação e mesmo implementação de projetos cai e tende a zero; empresas consolidadas competem com startups disruptivas; consumidor exige ser atendido de forma personalizada em diversos meios, mas com experiência unificada. Este cenário já é visto em inúmeros setores – é o que a HPE (Hewlett-Packard Enterprise) chama de Economia das Ideias.

“Estamos caminhando para isso há cerca de três anos”, avalia Anderson Figueiredo, da consultoria P.A. Informática, que cita como ponto de partida o conceito de Terceira Plataforma. A expressão, cunhada pela consultoria pela IDC, classifica a combinação dos movimentos de  mobilidade, cloud computing, social business e Big Data/Analytics como forças disruptivas para os negócios e as relações pessoais. “Há também a IoT [Internet das Coisas], a tecnologia que, no fundo, viabiliza as transformações”, acrescenta.

“Tivemos a era dos mainframes, a dos computadores e a da internet, no final do século passado. Agora, qualquer ideia pode ser executada em dias ou semanas”, elenca Antônio Mariano, diretor de pré-vendas da HPE.

Os especialistas concordam que, dentro desse novo paradigma do mercado, a necessidade de reposicionamento atinge todas as empresas. “Não importa o setor e o tamanho do negócio: na Economia das Ideias há acessibilidade, ou democratização, das tecnologias”, defende Figueiredo. Isso também acirra a competição, uma vez que “reduz drasticamente a barreira de entrada, e novas empresas passam a competir em setores estabelecidos”, analisa Mariano.

Em meio a esse movimento,  clientes adquirem um papel mais ativo e exigente, o que diminui o tempo de resposta exigido das companhias. “Hoje, a ideia nasce não só do provedor, mas também da necessidade do cliente –  a solução digital sempre supõe que usuário está interferindo”, diz Figueiredo.

Exemplos

Uber e Airbnb são citados pelos dois executivos como exemplos “clássicos” de novos modelos de negócio que competem com segmentos antes sedimentados. “No caso do Airbnb, a demanda existia, mas não percebíamos. Companhias aéreas de baixo custo não tiveram o mesmo impacto porque, mesmo existindo há cerca de dez anos, com a tecnologia tradicional, você demora para atender à demanda do cliente”, avalia Figueiredo.

Já o Waze ilustra com clareza a união das tecnologias envolvidas: sua base é uma aplicação móvel, mas depende do conceito de rede social para captura e compartilhamento de informações, que, por meio de computação em nuvem, chegam a todos os usuários após serem processadas em ferramentas de  Big Data e analytics. “Também é gratuito e seguro, o que está relacionado a esse consumidor exigente”, lembra Mariano.

Esta é a primeira parte do especial sobre Economia das Ideias. As próximas vão aprofundar as tecnologias que a apoiam e explorar como o CIO pode ajudar seu negócio a se destacar.

Saiba mais:

Na Economia das Ideias, TI ganha com infraestrutura modular

Shadow IT #1: Gastos da sombra geram serviços desintegrados e brechas de segurança

TI Bimodal #1: CIO deve encabeçar jornada que alia tradição e inovação

Comentários

Notícias Relacionadas

IT Mídia S.A.

Copyright 2016 IT Mídia S.A. Todos os direitos reservados.