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Infraestrutura Combinável permite arquitetura totalmente escalável; entenda

Infraestrutura Combinável permite arquitetura totalmente escalável; entenda

Desde o surgimento do data center, é notável o desenvolvimento de paradigmas de arquitetura projetados para aumentar a produtividade e eficiência dos recursos. A mais recente é um conceito ainda novo, que suscita esclarecimentos: a Infraestrutura Combinável.

O texto Just what the heck is composable infrastructure, anyway (“Mas ‘que diabos’ é Infraestrutura Combinável mesmo?”, em tradução livre), apresenta o conceito, elencando quatro tipos de arquitetura atuais:

  1. Tradicional: Composta por servidores, rede e unidades de processamento e armazenamento físicos. Ainda é o tipo mais comum, e tem como ponto positivo a capacidade de lidar com diferentes aplicações. Como os elementos são separados (inclusive fisicamente), ficam em ilhas isoladas de tecnologia, os chamados silos, com recursos subutilizados e de difícil gestão.

  1. Convergente: Une fisicamente os servidores e demais equipamentos dedicados a uma tarefa específica, como virtualização ou banco de dados. Apesar de simplificar o processo de compra, reduzir o consumo de energia e diminuir problemas de compatibilidade, esse tipo também cria uma ilha, uma vez que isola a gestão das soluções e as deixa limitada a uma função.

  1. Hiperconvergente: Semelhante à anterior, tem como diferença ser  controlada por software e capaz de administrar mais do que uma tarefa específica. Embora mais flexível, não lida com todo tipo de aplicação, persistindo com a limitação de silos tecnológicos.

  1. Combinável: Concentra recursos de processamento, armazenamento e rede em apenas uma plataforma, totalmente configurável por meio de software. O resultado é uma infraestrutura maleável, que pode ser adaptada em tempo real para atender quaisquer tarefas conforme as necessidades do negócio, sendo adequada tanto para ambientes tradicionais como para aqueles com demandas de cloud e mobile.

Especialistas concordam que o paradigma representa um avanço para a arquitetura de data centers. “A Infraestrutura Combinável é híbrida, mais do que convergente. É hardware e software como uma coisa só”, explica Anderson Figueiredo, da consultoria P.A. Informática. “Com ela, você tem um hardware sem limite, e o escala dinamicamente para onde quiser. Essa melhora na velocidade de entrega afeta na veia o que é a grande demanda do mercado”, pontua.

“No fundo, estamos vendo a tecnologia controlando a tecnologia”, resume Cezar Taurion, CEO da Litteris Consulting, pontuando que essa arquitetura representa menos custos com funcionários: “Operações mecânicas são cada vez mais automatizadas, e algoritmos podem gerenciar os data centers com mais eficiência. O papel do profissional de suporte começa a desaparecer, já que o próprio sistema fica apto a fazer sua manutenção, até certo ponto”, avalia.

Esta é a primeira parte do especial sobre Infraestrutura Combinável. A próxima vai mostrar como ela pode dar ao CIO um papel mais estratégico na companhia.

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