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Inteligência Artificial #1: os 4 pilares para montar uma estratégia

Inteligência Artificial #1: os 4 pilares para montar uma estratégia

A inteligência das máquinas vai se equipar à de humanos até 2050. É o que apontam as últimas pesquisas da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos. Segundo os especialistas, os computadores já estão começando a assimilar informações a partir de dados coletados, da mesma forma que crianças aprendem com o mundo ao seu redor. 

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Embora ainda haja um longo caminho pela frente – hoje apenas 5% das atividades podem ser inteiramente substituídas por tecnologia -, 60% das funções podem ter pelo menos 30% de suas atividades automatizadas, segundo dados da consultoria americana McKinsey. Isso quer dizer que, à medida que os avanços nas tecnologias de Inteligência Artificial (IA) e robótica avançarem, será inevitável a substituição de funções ocupadas hoje por humanos. “Ocupações que consistem de tarefas e procedimentos bem definidos poderão ser substituídos por algoritmos sofisticados”, diz Cezar Taurion, especialista em TI e CEO da Litteris Consulting, do Rio de Janeiro. 

Como consequência, haverá uma mudança significativa na forma como as empresas se estruturam e se organizam. “Com a evolução exponencial das tecnologias, processos e definições de trabalho serão transformadas”, completa Taurion. “Estamos evoluindo para uma computação cognitiva, menos programática, na qual o sistema pode aprender por si mesmo”, completa. 

Apesar de não haver um manual para conduzir essa transformação, o especialista recomenda começar com a criação de uma estratégia baseada em quatro pilares: 

1. Reorganização das estruturas organizacionais, para serem mais fluídas e mais integradas entre si;

2. Redefinição das funções e papéis das atividades dos profissionais, dividindo-as em tarefas e subtarefas, ou seja, o que poderá ser feito por máquinas futuramente. O ideal é começar com uso de serviços externos de equipamentos;

3. Readaptação das carreiras e modelos de retenção de talentos. De maneira geral, de 20% a 30% do headcount de uma empresa estão em funções de administração e gerência. No modelo de negócios da IA, a estrutura de comando e controle, tipicamente hierárquica, deixa de ser necessária, pois as empresas estarão estruturadas em rede e modeladas para serem exponenciais.

4. Estudo de novas tecnologias. É importante começar a discutir sobre:

  • Machine Learning (Aprendizado de Máquina), um método de análise de dados que automatiza o desenvolvimento de modelos analíticos e, com o uso de algoritmos que aprendem interativamente a partir de dados, permite que o computador encontre insights ocultos sem precisar ser programado para procurar algo específico; 

  • Deep Learning, tecnologia que vai permitir que o computador “pense, aprenda e aja” como um ser humano; 

  • Data Science, mecanismo para criar valor a partir dos dados que possibilita deslocar o eixo primordial das decisões da intuição (baseado em hipóteses, pressupostos e, até mesmo, na influência da hierarquia), para indutivo, baseado em padrões descobertos pelas análises de padrões. 

“Os CIOs e demais C-level, principalmente os CEOs, devem compreender que estamos diante de uma mudança com velocidade e amplitude nunca vistas antes”, completa.

Esta é a primeira matéria do especial sobre Inteligência Artificial. Na próximas você vai saber aomo preparar a empresa e as habilidades profissionais necessárias.

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Imagem: Pixabay

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