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Investimentos em TI chegam a US$ 274,2 bilhões em 2017

As tecnologias da terceira plataforma – mobilidade, big data, cloud computing e social business – vão representar 40% dos gastos com tecnologia

Em 2017, os gastos com TI voltam a crescer, com perspectiva de alcançar US$ 274,2 bilhões, valor 3,9% maior do que o total registrado no ano passado, segundo estudo feito pela IDC com três mil empresas na América Latina. “A incerteza econômica barrou, em 2016, o investimento em inovações tecnológicas na maioria das empresas, que só gastou para fazer atualizações legais e mandatórias, ou com projetos de infraestrutura e data center, por possibilitarem redução de custos mais rapidamente”, afirma Courtnay Guimarães Junior, distinguished chief technologist da Hewlett Packard Enterprise (HPE).

Segundo o especialista, já não existe mais dúvida da efetividade das tecnologias e de suas vantagens, apenas receio de investir. “Para este ano, há projeção de ganho operacional e, talvez, alguns dos projetos saiam do papel. Mas isso depende muito do que vai acontecer no Brasil, tanto no cenário econômico, quanto político”, diz Guimarães.

De acordo com a IDC, grande parte dos investimentos de 2017 será em produtos digitais, já que as companhias ainda estão no início do processo de transformação digital: até 2020, 40% das empresas terão a maioria de seus negócios dependendo da capacidade de criar produtos, serviços e experiências digitais. Já as tecnologias da terceira plataforma (que incluem mobilidade, big data, cloud computing e social business) vão representar 40% dos gastos com TI – crescimento cinco vezes maior do que o mercado como um todo.

Veja, a seguir, as principais previsões para os próximos anos:

  1. Áreas dedicadas à inovação para acelerar a transformação digital

Até 2020, os gastos com iniciativas de transformação digital vão atingir US$ 22 bilhões, mais do que o dobro do valor de 2016. As iniciativas giram em torno de ações para criar vantagem competitiva por meio de novas ofertas, modelos de negócios e relacionamentos. Para isso, até o final de 2019, mais de 60% das companhias terão times dedicados à inovação. “Setores de open innovation ganham força. Antes, as empresas apostavam apenas em áreas internas; hoje, já existem coworkers para debater a digitalização e, até, incubadoras e aceleradoras hospedadas nas empresas para fomentar essa frente”, afirma Guimarães. Ele cita, por exemplo, a Oxigênio, na Porto Seguro, e o espaço de inovação do Banco do Brasil no Vale do Silício (Califórnia). “Lá, as equipes têm três meses para fazer o produto acontecer”, conta.

  1. Inteligência artificial e uso de robôs ganham espaço

A área de AI e computação cognitiva vai nortear 10% das iniciativas de transformação digital e 60% das ações de Internet das Coisas (Internet of Things, ou IoT) até 2020. Um pouco mais para frente, em 2025, 75% das equipes de desenvolvedores vão incluir AI em uma ou mais aplicações e serviços. Entre 2017 e 2020, nove entre os dez principais cases desse mercado terão como foco a indústria. Nesse sentido, Guimarães afirma que o investimento em ações que unam computação cognitiva, assistentes virtuais, machine learning e robôs irá crescer. “A ideia é criar um atendimento personalizado, sem a interferência humana. Isso gera uma nova categoria de user experience”, diz.

  1. Internet das Coisas e realidade virtual para serviços otimizados

Para 2017, a previsão da IDC é de que uma em cada dez empresas com foco no consumidor final tenha experiências com realidade virtual e aumentada como parte da sua estratégia de marketing. Além disso, o conceito de carros, casas e aviões conectados vai se intensificar. “Haverá uma profusão de acessos que não tínhamos antes. As interfaces por voz, por exemplo, tendem aumentar”, afirma Guimarães, da HPE.

  1. Convergência entre blockchain, IoT e drones

A união dessas tecnologia já é comum nos Estados Unidos. Por lá, o voo de drones é mais regulamentado e, assim, é usado pelas seguradoras em conjunto com blockchain e IoT, para obter imagens e dados de uma região.  “Isso reduz o custo com seguros e a probabilidade de sinistros, pois sabe-se que determinada região está sendo monitorada com alta precisão. Essa tendência vai começar a ser falada por aqui este ano”, adianta Guimarães.

  1. Cloud colaborativo aumenta

As plataformas de nuvem com participação de diversas companhias cresce. Até 2019, a indústria colaborativa de cloud computing vai dobrar e, até 2020, cerca de 60% das empresas terão participação ativa em compliance de nuvem. “No setor financeiro europeu, por exemplo, há uma normativa para que os bancos abram a infraestrutura para outros clientes, com o intuito de que os meios de pagamento disponibilizem suas APIs (Application Programming Interface, ou Interfaces de Programação de Aplicativos) para que qualquer um consiga realizar pagamentos. “Para ter um ambiente produtivo, em players que não estão dentro de seu data center, é preciso contar com uma infraestrutura mais elástica do que a que estamos acostumados”, diz Guimarães.

Os quatro pilares da terceira plataforma vão suportar demandas de diferentes áreas. A mobilidade será impulsionada por IoT e 5G, e o cloud passará a ser chamado de cloud 2.0. Já o big data irá basear as experiências em inteligência artificial, enquanto as plataformas sociais terão práticas imersivas com realidade virtual e aumentada.

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Imagem: Pixabay

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