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Mitos e verdades: tudo que você precisa saber sobre blockchain

A tecnologia, que registra transações de forma segura e criptografada, já mobilizou cerca de US$ 1,4 bilhão em investimentos e pode ser aplicada em qualquer área

Apesar de ainda pouco explorado pelas empresas, o blockchain está movimentando o mundo dos negócios. Segundo o Fórum Econômico Mundial, já mobilizou mais de 2,5 mil pedidos de patentes e cerca de US$ 1,4 bilhão em investimentos. Criado em 2008 e originalmente utilizado como infraestrutura para as operações de bitcoin (moeda digital), o blockchain – tecnologia de distribuição eletrônica que utiliza algoritmos de software para gravar e confirmar transações com confiabilidade e anonimato – garante o registro seguro de qualquer informação relevante, como contrato, propriedade de imóvel, registro acadêmico ou serviço intelectual.

“A tecnologia praticamente inviabiliza o ataque de hackers”, explica o consultor Cezar Taurion, sócio e head de transformação digital da Kick Ventures. Isso porque, sua principal função é garantir a segurança das movimentações, por meio da criptografia dos dados. Porém, Taurion ressalta que estamos no início da curva de aprendizado, e a implementação de uma aplicação utilizando blockchain ainda é tecnicamente complexa, já que há poucas ferramentas, padrões e frameworks disponíveis que sejam realmente maduros. Pensando nisso, o editorial da DXC Technology apurou cinco mitos e verdades sobre a tecnologia:

1. Blockchain e bitcoin são a mesma coisa
Mito. Bitcoin é uma criptomoeda que funciona como qualquer dinheiro em papel, mas que existe apenas no formato eletrônico. Já o blockchain é uma tecnologia que impulsiona essa e outras moedas, como contratos mais sigilosos. “É possível, por exemplo, eliminar a bitcoin e permanecer com a tecnologia”, explica Taurion.

2. Faltam profissionais especializados em blockchain
Verdade. Ainda há pouca educação sobre o assunto. “As universidades não estão olhando com atenção para o blockchain. Existem poucos treinamentos, aulas e cursos sobre a tecnologia”, ressalta Taurion. Por isso, há escassez de talentos da área, como profissionais que entendam de negócio e da ferramenta, e desenvolvedores capazes de escrever aplicações distribuídas em blockchain.

3. Blockchain só serve para a área de finanças
Mito. O fato de a tecnologia se relacionar inicialmente ao bitcoin, fez os bancos saíram na frente na implementação. Porém, blockchain serve para registrar qualquer transação ou documento, como um registro de imóvel, veículo e certificados acadêmicos. No varejo, por exemplo,  já existem algumas empresas, como o Walmart, fazendo experiências com a tecnologia para rastrear alimentos. A meta é que a embalagem de cada produto tenha um código único, registrado via blockchain, com informações sobre fornecedores e detalhes sobre sua produção. Esse código ficará registrado na nota física e, caso o consumidor tenha algum problema ocasionado por aquele produto, o WalMart consegue identificar de forma rápida.

4. Blockchain vai acabar com os bancos
Mito. Por mais que a tecnologia dispense intermediários, já que permite que as transações sejam feitas sem passar por terceiros, sua arquitetura não suporta o volume de operações que existem hoje nos cartões de créditos e grandes instituições financeiras.

Mas uma coisa é certa: em torno de cinco anos, a tecnologia estará mais presente no cotidiano das empresas. “A velocidade de mudança é exponencial, não linear. A cada ano, blockchain evolui”, ressalta Taurion.

Mitos e verdade é a nova seção da DXC Technology. Na próxima falaremos sobre Inteligência Artificial. Acompanhe.

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Imagem: Depositphotos

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