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O poder dos dados na operação de seguradoras

Personalizar ofertas, adaptar a experiência do cliente e agilizar as reivindicações são algumas das vantagens; a cada segundo, as pessoas fazem 40 mil pesquisas do Google

Por Brian Wallace*

Nos próximos três anos, a perspectiva é que todas as pessoas no mundo criem, em média, cerca de 1,7 megabytes de informações a cada segundo. Isso inclui 40 mil pesquisas do Google a cada segundo, 31 milhões de mensagens no Facebook a cada minuto e mais de 400 mil horas de novos vídeos do YouTube todos os dias.

À primeira vista, a importância desses dados pode não ser óbvia. Mas, para o setor de seguros, abordar este e outros tipos de dados ortogonais (estatisticamente independentes) são fundamentais para encontrar novas maneiras de criar valor.

Estratégia mais clara
Ao prestar mais atenção aos dados que as pessoas criam como parte de suas vidas, as companhias de seguros podem antecipar melhor as necessidades, personalizar ofertas, adaptar a experiência do cliente e agilizar as reivindicações. Usar uma maior variedade de informações é especialmente útil para melhorar a compreensão e gerenciamento de riscos individuais. Por exemplo, os dados de comportamento dos sensores, compartilhados por meio de um programa de participação no cliente, oferecem às seguradoras a visão necessária para avaliar e precificar o risco, além de mitigar ou mesmo evitar perdas subsequentes.

Vamos usar, por exemplo, o uso de dados telemáticos de sensores incorporados em carros e smartphones. Quando compartilhados, os dados de telemetria em bruto fornecem às seguradoras uma visão dos comportamentos e padrões reais de condução de um indivíduo. As seguradoras podem recompensar motoristas de baixo risco com descontos, ao mesmo tempo que fornecem educação e feedback em tempo real para ajudar a melhorar o perfil de risco de motoristas de alto risco. O geofencing e outros serviços baseados em localização podem aperfeiçoar o engajamento do cliente no dia a dia. Em caso de acidente, esses mesmos dados do sensor podem ser usados para iniciar um FNOL automatizado (primeiro aviso de perda), avaliar inicialmente o dano do veículo, recriar e visualizar digitalmente os eventos antes, durante e após o acidente.

Usar o comportamento individual do motorista para monitorar e gerenciar o risco é apenas uma maneira de utilizar dados ortogônicos no seguro. Em última análise, novas fontes de dados comportamentais e de estilo de vida têm o potencial de transformar todos os aspectos da cadeia de valor do seguro. As seguradoras voltadas para o futuro vão aproveitar essas fontes de informações emergentes para impulsionar a inovação de produtos, aprofundar o engajamento do cliente, melhorar a segurança e o bem-estar e, até mesmo, evitar perdas seguradas. Para aqueles que investem nas plataformas e ferramentas necessárias para aproveitar o valor dos dados ortogonais, as vantagens serão significativas.

* Brian Wallace é o principal agente de tecnologia do negócio global de seguros da DXC Technology, combinando estratégia de tecnologia, desenvolvimento de soluções com foco no cliente e o alinhamento contínuo das capacidades da DXC com as necessidades do setor de seguros.

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Imagem: Depositphotos

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