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Os cibercrimes mais comuns no Brasil

Os cibercrimes mais comuns no Brasil

Com a mesma velocidade que surgem tecnologias para amparar o novo perfil das empresas – que armazenam dados em diferentes lugares, acessados por diversos dispositivos e de qualquer local – crescem as ameaças à segurança da informação, com criminosos digitais bem preparados tecnologicamente e com conhecimento sobre o nível de segurança de seus alvos.

Leia o whitepepar Business of Hacking e conheça outras ameaças à segurança e como funciona o mercado dos crimes cibernéticos

“O crime cibernético se tornou um negócio, com hackers sofisticados e bem organizados, com foco em ganhar muito dinheiro por meio das brechas deixadas pelas empresas”, diz Gabriel Catropa, Chief Technologist Cybersecurity da Hewlett Packard Enterprise.

Segundo informações do relatório Business of Hacking da Hewlett Packard Enterprise, baseado em dados colhidos nos últimos anos, os criminosos se profissionalizaram, tornando-se quase profissionais corporativos: eles estudam as novas tecnologias e preocupam-se em maximizar seus lucros e minimizar os riscos. “Se as empresas não realizarem uma gestão de segurança, com a criação de um ambiente de monitoramento mais efetivo, os hackers estarão sempre na frente”, diz Catropa, ressaltando que apenas a compra das tecnologias não protegem a companhia.

A maior ameaça para o crime cibernético é a conscientização das pessoas com processos e tecnologias implementadas adequadamente. Quanto mais as empresas tiverem efetividade em alertar, ensinar e amadurecer os processos de gestão de segurança, maiores dificuldades enfrentarão os hackers.

Entre as categorias de grupos de crimes cibernéticos mais comuns no mundo, estão crime organizado, espionagem corporativa, hacktivismo, guerra cibernética/terrorismo e aqueles que estão à procura de ganho monetário puro.

Apesar de no Brasil muitas empresas estarem preocupadas com ransomware, um malware que sequestra o ingresso a computadores e arquivos e só o libera mediante o pagamento de um resgate, Catropa ressalta que há também quatro crimes muito comuns por aqui, que ainda merecem atenção, pois podem inclusive manchar a imagem da companhia:

1. Hacktivismo

Aqui o que importa não é o dinheiro, mas, sim, uma questão ideológica ou cultural. A ação envolve grupos organizados que se incomodam com algum negócio ou filosofia de uma empresa. Há três tipos de hacktivismo:

?    Nível 1: descaracterização de páginas da web e aquisições de contas do Twitter;

?    Nível 2: Botnets, spammers, e DDoS são focados em romper a função de uma empresa;

?    Nível 3: Destrutiva: destruição de sistemas ou dados de uma companhia.

 

2. Fraude de cartão de crédito

Um dos mais comuns hoje em dia. Envolve a coleta de números de cartões bancários e números de identificação individual (PINs) dos pontos de vendas (POS), sistemas de caixas automáticos (ATM) e roubo de dados de sistemas de processamento no término das operações.

3. Roubo de credenciais: Envolve roubo de usuário e senha, através de e-mail phishing com redirecionamento para uma falsa página de internet (Ex. Internet Banking e sites de loja online)

  

4. Fraude bancária

Negócio mais antigo que acontece pela invasão de sistemas bancários online com exploração de vulnerabilidades e transferência de dinheiro de uma conta válida para outra detida pelo invasor

 

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Imagem: Pixabay

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