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Revolução depende de integração ampla de tecnologias

Revolução depende de integração ampla de tecnologias

A Industry 4.0, como é chamada a nova revolução industrial, promete otimizar a manufatura, tornar o consumo sustentável e deixar as cidades inteligentes. Reinaldo Lorenzato, Principal da HP, cita Internet das Coisas (IoT, na sigla em inglês), Big Data, mobilidade, cloud e segurança como alguns pilares dessa nova fase, e diz que todos estão profundamente ligados.

“Pelo conceito, todo produto será inteligente e terá uma história baseada nas informações que vai gerar”, explica. Nesse ambiente de Big Data, com aumento exponencial na quantidade de dispositivos e dados produzidos, os desafios de processamento e armazenagem só podem ser enfrentados com técnicas inteligentes de coleta, filtragem e analytics.

Um número tão grande de produtos inteligentes também gera desafios para a transmissão de dados. Como a maioria não estará conectada a redes e sistemas fixos a todo momento, será preciso capacidade móvel para transmitir seus registros. “Por exemplo, em plantas de fábricas mais evoluídas, os robôs são acionados por transmissão wireless”, cita.

Nesse sistema ciberfísico, o robô, a esteira da fábrica e até o produto final podem ter IP, dependendo da necessidade, possibilitando a interação entre eles, processo chamado de Machine to Machine (M2M), ou comunicação máquina a máquina, sem intervenção humana direta. Essa interconexão de dispositivos e a disponibilização de suas informações depende amplamente do processamento de dados em nuvem: “Nesse paradigma, as empresas não têm os dados em seu data center, mas na nuvem (cloud), onde são compartilhados com outros sistemas”, diz.

Contudo, vale citar que o mercado ainda precisa amadurecer, já que levanta questões fundamentais de segurança e privacidade. “Que dados podem trafegar entre os produtos, fábricas e consumidores de forma segura, e quais são públicos ou privados?”, questiona. O executivo cita o exemplo de uma montadora que armazena a geolocalização dos carros e sugere uma concessionária para troca de óleo do veículo. “A empresa pode usar essas informações, mas elas têm de ser privadas”, defende.

Carreira

No que diz respeito a carreiras, Lorenzato vê a transição para a Industry 4.0 como muito promissora. “Quem não olhar para esse mercado perderá uma grande oportunidade. É chance de entrar nessa nova onda, onde TI é a base de tudo”, defende.

Projeções corroboram a percepção: a International Data Corporation (IDC) estima que o mercado de IoT vai crescer dos US$ 655,8 bilhões movimentados em 2014 para US$ 1,7 trilhão em 2020. No Brasil, ela prevê que, em 2015, 130 milhões de “coisas” estarão conectadas, aproximadamente metade do total da América Latina. Ainda segundo a consultoria, investimentos em soluções cloud para Big Data e analytics vão crescer três vezes mais rapidamente do que as on-premises (locais) até 2019, gerando escassez de profissionais.

Essa é a segunda parte do especial sobre Industry 4.0. O próximo segmento será sobre a situação do paradigma na Alemanha e no Brasil. Leia a primeira parte:


Industry 4.0 #1: nova revolução industrial já começou


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