IT Forum 365
Tem algo errado com sua estratégia?

Tem algo errado com sua estratégia?

Embora algumas empresas tenham sido pioneiras ao apostar na mobilidade como canal de relacionamento com seus clientes e já tenham uma visão amadurecida sobre o tema, muitas ainda pecam ao não avaliar a experiência do usuário após sucessivas atualizações.
Por isso, é importante avaliar aspectos como a utilidade do aplicativo, os comentários dos usuários e a aderência de sua estratégia ao novo cenário de mercado.

Hardware
Para começar, vamos falar sobre o elemento básico dos aplicativos móveis: o hardware onde serão executados. O preço, a facilidade de ter mais de um chip no mesmo aparelho, TV Digital e câmeras potentes são exemplos de fatores que criam mercados, não necessariamente de hardware de ponta, mas que podem ser o seu mercado. O impacto destas variáveis na sua estratégia móvel pode ser devastador: aposte na tecnologia errada e o sucesso pode nunca chegar. Hoje em dia, hardware tem sido a parte mais fácil: IOS, Android e Windows Phone dominam o mercado, mas há outros fatores a serem considerados.

Espaço
Novos tipos de sensores trazem mais desafios ao trabalho de desenhar aplicativos móveis, dadas as possibilidades disponíveis para explorar. Porém, nem sempre explorar ao máximo os sensores significa ser o mais inovador. Com a oferta crescente em plataformas como Android e IOS, vão levar vantagem os aplicativos que trouxerem as melhores experiências para o usuário.

Usar o aparelho para consultar a agenda, tirar fotos, ver e-mails, gravar vídeos, acompanhar atividades físicas, escutar música, ver filmes e controlar a TV estão entre as tendências de uso dos smartphones. Isso, porém, acaba gerando um novo problema: falta de espaço. Para os usuários do IOS, não existe como aumentar o espaço. E mesmo para os dispositivos Android, que aceitam cartões de memória, existe um limite.

Com a memória cheia, é preciso fazer uma limpeza para retomar o espaço de armazenamento.
Fotos e vídeos menos importantes são sempre os primeiros alvos, mas chega uma hora em que é preciso remover, também os aplicativos. A lista de aplicativos a serem removidos geralmente é pautada dessa forma:

• Eu nunca uso – Instalados por impulso, mas que nunca são utilizados, por serem desnecessários.

• Eu não gostei – Entre os principais motivos estão: experiência do usuário muito pobre, interface pouco intuitiva e muito complexa, término anormal, falta de boas funcionalidades, lentidão, navegabilidade ruim.

• Eu teria uma experiência melhor usando a versão web em vez do aplicativo móvel – depois de usar e testar bastante, ficou claro que não há razão para ter um aplicativo móvel que faz o mesmo que o website, sem proporcionar nenhuma experiência diferenciada. Se no passado a onda era ter a aplicação nativa para dar um pouco mais conforto e segurança ao usuário, esta época já passou. Um aplicativo móvel hoje já gera expectativa de trazer algo diferenciado, como os demais concorrentes já fazem. Não corresponder a esta expectativa do usuário pode pôr em risco todo o projeto.

Quando os aplicativos são removidos, todo o investimento feito ao longo de anos em estratégia móvel se evapora instantaneamente.

Remoção
Então, como diminuir as chances de remoção? Entre as sugestões estão:

• Seu aplicativo móvel deve criar uma experiência única para os usuários. Use a mobilidade para criar interações que não são possíveis via website ou mesmo ao vivo. E tenham em mente que muitos aplicativos de sucesso combinam informações de comportamento e hábitos que não necessariamente vêm do aplicativo móvel. Comandos por voz, uso com apenas um dedo, mensagens push baseadas no interesse do usuário e menus intuitivos são exemplos de boas práticas. Uma experiência única e convincente deve deixar um sentimento de que o usuário não pode mais viver sem aquele aplicativo.

• O aplicativo precisar ser pequeno e rápido. Existem, hoje, muito modelos de dispositivos móveis, para cada perfil de público, cada um com tipos distintos de processadores e com desempenhos que variam bastante. O usuário não entende que uma resposta lenta pode ser relacionada ao hardware – ele sempre culpa o aplicativo. Dependendo do público-alvo, vale a pena pensar em versões mais ágeis e que, consequentemente, gerarão uma experiência melhor.

• Teste seu aplicativo incansavelmente antes de colocá-lo no mercado. Aplicativos que falham e terminam anormalmente são rapidamente removidos. A cada versão do aplicativo, as avaliações dos usuários são apagadas e um novo ciclo começa. O sucesso de ontem pode ser facilmente esquecido por uma versão mal testada.

• Interações com seus usuários devem ser proativas e relevantes. Use mensagens push para oferecer promoções e serviços, solicitar comentários e para ter certeza que seu usuário se sente realmente importante pra você. Mas tenha cuidado: entenda o comportamento e os hábitos, de forma a criar interações que sejam realmente relevantes para ambos os lados.

• Acompanhe e entenda o histórico de utilização do seu aplicativo. Existem muitas ferramentas no mercado para monitorar as falhas, instalações e remoção, gerando métricas que ajudarão a entender o comportamento do usuário, como a Real User Monitor (RUM), da HP.

O mercado móvel é muito dinâmico e sua estratégia precisa ser revisada e reavaliada periodicamente. Nunca pense que tudo está sob controle, porque uma nova tecnologia pode estar logo ali, na próxima esquina. Antecipe-se às mudanças, entenda o desempenho dos seus aplicativos e mantenha-se sempre próximo ao seu usuário. Essa é o caminho para atingir os objetivos em mobilidade da sua empresa.

Comentários

Notícias Relacionadas

IT Mídia S.A.

Copyright 2016 IT Mídia S.A. Todos os direitos reservados.